quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Resenhando Kiske/Sommerville


Aqui está um álbum que durante um longo tempo foi aguardado pelos fãs de Metal de todo o mundo, principalmente os fãs da vocalista Amanda Somerville e do vocalista Michael Kiske (um dos maiores vocalistas do gênero que até então é lembrado por muitos do tempo das duas partes do álbum Keepers Of Seven Keys do Helloween, que até hoje são consideras clássicos e um marco no estilo). Kiske antes de encabeçar esse projeto já havia gravado dos álbuns com a banda Place Vendome algo mais puxado para o lado do Aor Hard Rock, mas isso não tinha feito colocar os pés de vez no estilo que durante muito tempo fez comentários pejorativos, mas quando foi anunciado o álbum, sendo acompanhado de músicos como o baixista Mat Sinner (Primal Fear, Sinner), Sander Gommans guitarra (HDK, ex-After Forever), Martin Schdmit bateria (Goddess Shiva, ex-Atrocity), Magnus Karlsson guitarra/teclado (Allen Land,ex-Bob Catley) e Jimmy Kresic teclado (Voodoo Circle). Com estes dois grandes vocalistas e este time de apoio se esperava um cd muito além da capacidade não com apenas músicas mas, sim um álbum com inúmeras canções para se cantar com toda a força dos pulmões o trabalho gráfico também ficou muito interessante com ótimos contrastes entre o amarelo e dourado, ao se colocar o cd para tocar que se descobre que as coisas ótimas ficam por ai pois no álbum não se encontra nada de inovador e com as duas grandes vozes do Metal apenas dividindo as canções em frases iguais um dueto que não surpreende em nada e para quem não gosta de bandas de Symphonic Metal, deve passar bem longe deste lançamento pois não consegue alcançar e nem superar nenhuma das grandes bandas do estilo como por exemplo o After Forever ou o Épica por exemplo. Feito essas pequenas ressalvas sobre este lançamento vamos para as canções em si, Nothing Left To Say abre o album com riffs até que bem sacados, e o vozeirão de Kiske entrando com tudo acompanhado dos outros instrumentos e então a música cai em um momento um pouco mais melódico com o acompanhamento de Amanda, é uma das mais agitadas e com maior capacidade de virar um hit. Silence começa com uma linha de teclado totalmente manjada do estilo sinfônico, totalmente Nightwish quando entra a voz de Kiske dá para se sentir um certo apreço pela canção, mas quando Amanda entra se torna totalmente clichê um dueto romântico que se está acostumado a ver em todos os cantos sendo que existem inúmeras baladas deste gênero melhores do que está canção. If I Had A Wish, a terceira faixa que faz uma ligação com a primeira uma continuação natural nela percebe-se uma referência do Helloween ainda mais quando Kiske lança mão de algumas notas mais altas em seus vocais, nesta música sim Amanda agrada e muito. Arise começa de modo bem interessante as duas vozes fazem algo estilo uma conversação, o instrumental é cheio de swing do baixo com a bateria, as guitarras tem um pouco de vibrato em suas notas e os teclados não aparecem com muito influência aqui, ficou algo mais como aquele Hard Rock oitentista com mais peso que nas faixas anteriores sendo que no final Kiske solta um agudo que nos remete diretamente aos seus tempos clássicos. End Of The Road é uma balada bem interessante com Amanda cantando frases suaves e bem agradáveis aos ouvidos, dando espaço para algumas frases de Kiske mas que aqui faz um papel de quadijuvante, está sim é uma daquelas canções para se ouvir grandes estádios cantando junto, todas as melodias são ótimas uma das melhores do cd com certeza. Don’t Walk Away é outra canção fraca uma Power balada, que não cativa e não chama a atenção algo bem dentro do comum uma faixa morna sendo que a única coisa que agrada um pouco é o solo que tem muito do estilo do Slash ex-Guns’ N Roses. As demais faixas que compõe o álbum não avançam muito a frente do que as anteriores sendo que a abertura da música Devil In Her Heart consegue cativar um pouco, este poderia ter sido um lançamento um pouco mais trabalhado e bem mais espontâneo, pois percebe-se que tudo nele foi extremamente calculado de modo correto demais não inovando em nada e muitos menos fazendo do álbum aquele super lançamento que muitos esperavam pelo time de ótimos músicos reunidos (principalmente os dois vocalistas) que tinham muito mais a oferecer, quem sabe em um segundo cd eles apresentem grandes canções e não apenas mais um álbum “mais do mesmo” diante tantos neste estilo, nota 6.

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