Quem nunca ouviu aquela história que time que esta ganhando não se mexe, mas nem sempre é assim muitas vezes é necessário rever algumas formações de grupo na vida para dar seqüência ao trabalho de forma gradativa, aonde se possa enxergar uma evolução natural, ou até mesmo para evitar um desgaste total de um grupo que trabalha há muito tempo junto e vem dando sinais de desentendimento e perdição. Dito isto, podemos ver e ouvir claramente um exemplo disso neste novo álbum do Evergrey banda sueca que toca um som bem Dark com pitadas de Metal Progressivo que tinha em sua formação Tom Englund (vocais e guitarra), Henrik Danhage (guitarra solo e backing vocal), Jari Kainulainen (baixo), Rikard Zander (teclado e backing vocal) e Jonas Ekdahl (bateria), formação a qual gravou o álbum anterior Torn um cd que veio em uma forma de tentar retomar a imagem da banda já que no lançamento anterior Monday Morning Apocalypse a banda tinha feito um trabalho extremamente direto e bem enxuto que causou um impacto negativo em sua discografia. Mas ainda em Torn a banda mostrava tentativas de se reerguer, reviver mas então ai que vem outra bomba quando é informado que Henrik Danhage (sendo que este estava na banda há dez anos) e Jonas Ekdahl (permaneceu no posto por sete anos) deixariam o grupo por motivos musicais para não afetar a amizade com os outros integrantes e que Jari Kainulainen deixaria a banda por motivos profissionais pois havia recebido uma proposta de pagamento melhor por outra banda, com isso sobrou então apenas Tom Englund líder da banda e único remanescente da formação original e Rikard Zander como seu fiel escudeiro depois do impacto eles até pensaram em terminar a banda pois consideravam que talvez fosse um trabalho muito difícil reaver uma formação com três novos músicos. Determinado tempo depois foi anunciado os três novos músicos sendo eles Johan Niemann (baixo, ex-Therion), Marcus Jidell (guitarra, ex-Royal Hunt) e o novato/desconhecido Hannes Van Dahl (bateria) que na realidade foi aluno de Snow Shaw (vocalista do Therion e que também exerce a função de baterista em muitas bandas do estilo) informados disso os fãs começaram a criar suas expectativas tanto boas quantos ruins até porque os músicos que entraram vieram de mundos que são bem diferentes do Evergrey. Algum tempo depois foi anunciada a capa e o tracklist do cd, que passou uma imagem de que a banda estava se consolidando, mas também teve o lado negativo das primeiras apresentações desta nova formação aonde mostrava as músicas tocadas de modo mais simples com alguns erros aqui e ali gerando certa desconfiança até o lançamento do álbum. Com o álbum em mãos os fãs tiveram uma certeza o Evergrey mais uma vez lança algo diferente mas mantendo o aspecto principal em seu estilo de fazer música, aquela aura obscura/depressiva no encarte todas as imagens são feitas como se fossem quadrinhos pois se fosse montado em imagens com pessoas reais seria vetada em muitos países com certeza, contando com cenas aonde o personagem corta pulso, cai de um prédio, segura um coração com as veias vazando sangue em uma das mãos só citando algumas. Agora o contexto musical e lírico do álbum está fantástico, percebe-se que a nova formação devolveu o fôlego a banda com a faixa Leave It Behid Us nota-se claramente isso, música que começa com uma introdução arrepiante efeitos de voz sussurrando algo que dá espaço a um instrumental visceral que arrasa tudo, Tom cantando magistralmente e sendo levado junto com os músicos que aqui dão uma aula de como se fazer Heavy Metal. You continua com peso, velocidade e riffs de guitarra muito bem construídos depois partindo para notas mais sóbrias por assim dizer, uma canção sólida que do começo ao fim não deixa o ouvinte sem pensar no que vira depois de cada segundo, ao entrar o solo percebe-se que as influências de Marcus na guitarra são bem diferentes pois chega a lembrar bastante o modo de Neal Schon do Journey faz os seus solos mas claro que com muito mais peso! A faixa de trabalho Wrong é uma canção grandiosa por inúmeros motivos, primeiramente nela a muito mais de Pop do que de Metal, junto com uma pitada de Blues, os vocais de Tom estão esplêndidos e a pegada da música lembra e muito Lenny Kravitz, mas bem mais direto e pesado do que o mesmo, as linhas de teclado ficaram sensacionais, assim como as linhas de bateria estão cheias de swing e groove a única coisa que talvez tenha quebrado um pouco do contraste da canção tenha sido o timbre do baixo que neste álbum está raxadaço algo meio que na linha meio punk/hardcore, o trabalho do vídeo de divulgação ficou muito bom sendo que a canção termina de modo diferente logo após o solo permanece só as linhas de teclado e voz que fecha de modo bem bluesy a canção que sai apenas no ep antes do lançamento do full-lenght. Frozen é uma das canções mais pauleiras que a banda já lançou com um ótimo trabalho da cozinha baixo e bateria, e as guitarras dando apoio com alguns toques de Thrash Metal, com a entrada da voz muitos efeitos de sintetizadores e com um refrão bombástico tendo o apoio vocal de Carina Englund em algumas notas mais altas de voz, o solo é bem interessante pois tem uma dobra entre a guitarra e o teclado muito interessante. Continuando vem Restoring The Loss, uma das faixas mais intricadas do álbum cheia de groove e paradas, com fraseados de guitarra e um feeling sem igual nesta canção Marcus da uma aula de como se fazer notas agudas os efeitos de teclado complementam toda essa áurea de modo inteligente. To Fit The Mold pode ser classifica como uma Power balada, já que ela não é tão rápida mas também não é tão lenta, começa com algo acústico aonde Tom deixa o vozeirão sair aqui encontra-se algumas coisas novas como alguns efeitos nas gravações dos vocais que ficaram bem interessante, o solo de guitarra com certeza é uma com um dos maiores feelings já composta em uma canção na discografia da banda. Out Of Reach faixa mais curta do álbum mas não menos forte que as outras, principalmente a linha vocal acompanhada dos backings torna tudo muito grandioso nessa música lembra muito o tempo que as bandas conseguiam fazer canções para se ouvir estádios inteiros cantando com toda a força dos pulmões. Desde o lançamento do álbum está é a faixa mais comentada pelas revistas especializadas em todo o mundo, The Phantom Letters começa com violão e efeitos de teclados fazendo uma cama para os vocais que passam uma emoção sem igual, aonde Tom consegue exprimir todo o sofrimento de sua alma, ao longo a canção cresce aos poucos sendo puxada pela bateria. Com uma virada de bateria assim começa The Disease, caindo em algo mais quebrado sendo que o carro chefe dessa canção é o baixo de Johan que nunca esteve tão pesado e com um som tão rachado quanto agora, com um tempo quebrado aonde a bateria é singular os bumbos são usados de modo consciente. Agora It Comes From Within, o seu esqueleto harmônico lembra diretamente o corpo da canção The Great Deceiver do álbum Recreation Day, só que sem tantos fraseados de guitarra sendo que as frases que constam nesta canção são mais diretas sendo eletrizante do começo ao fim. Free é uma canção que surpreende com certeza, pois ela tem muito de blues em seu começo aonde se tem um ótimo trabalho de voz e teclados, com as guitarras em linguagens mais acústicas com o baixo e a bateria fazendo um belo acompanhamento, um dos grandes diferencias do álbum que mostra o quão aberta é a filosofia musical da banda. I'm Drowning Alone é o começo da reta final da bolachinha infelizmente, começando com efeitos de sintetizadores bem com um contraste bem enigmático que continua ao entrar todo o instrumental, as guitarras com riffs cortantes e contínuos trazendo um pouco daquela atmosfera do álbum In Search of Truth com a participação de Salina Englund filha de Tom que em um momento aonde todo o instrumental dá uma acalmada geral e os teclados criam uma gama muito opressiva ela começa a sussurrar com sua voz de criança e que voz essa menina tem, causa um impacto interessante na canção. Fechando o álbum temos a canção ...And The Distance que segue quase a mesma linha de Free, mas não tão bluesy quanto à mesma, está segue mais uma linha Pink Floyd em sua introdução ainda mais as guitarras que logo após cresce de modo magistral e bem pesado aonde o baixo faz um trabalho impressionante e a dupla vocal Tom e Carina Englund dão uma imensidão para os refrãos e harmonias com solos de guitarras gêmeas empolgantes. Em alguns países o cd traz uma versão extra para esta ultima faixa só que com uma coisa bem interessante e que muitos fãs da banda sempre esperaram que era uma faixa a qual Carina Englund canta-se do começo ao fim, este pedido foi atendido e a versão de ... And The Distance com ela nas vozes principais ficaram sensacionais, se ela decidi-se entrar no cenário do Heavy Metal com uma banda com certeza seria uma voz bem singular. Outro fator que faz o álbum interessante é que aqui temos uma banda de verdade tocando, não tem o uso de tantos triggers, pro-tools e outros efeitos tão computadorizados como estamos acostumados a ver no estilo nos dias de hoje, aonde os músicos são literalmente robotizados e reajustados de modo a soarem extremamente perfeitos e complexos, mas quando vemos esses mesmos no palco eles não executam nem 2/3 dos álbuns que gravam. Um cd aonde a banda optou pela honestidade e grandes canções de Metal com influências de algumas outras formas músicas que compuseram o estilo, canções que nasceram para serem tocadas em grandes estádios que se pode ouvir e cantar todas as notas do instrumental e acompanhar a voz singular de Tom como diz o mesmo “Stay Grey” vale apena ser apreciado faixa a faixa definido em um simples 10!!!



