domingo, 24 de janeiro de 2010

Resenhando Time To Be Free


Esta é a minha primeira resenha de um cd então vamos lá:

Andre Matos - Time To Be Free

Neste primeiro álbum deste grande músico da cena do Heavy Metal nacional percebe-se algumas diferenças de trabalhos passados, mas algumas semelhanças também, nas inovações a primeira foi os outros dois músicos que vieram a entrar na banda o guitarrista Andre Hernandes que tinha chegado a fazer parte de uma das formações iniciais do Angra, até um pouco antes do lançamento do EP Reaching Horizons e o baterista Rafael Rosa que chegou a participar dos primeiros shows e gravou as linhas de bateria do cd, logo após deixando a banda. Agora no quesito das letras do álbum Andre fala sobre um “Tempo Para Ser Livre”, algumas pessoas chegaram a imaginar e dizerem que ele talvez estivesse falando sobre a sua relação com o baterista Ricardo Confessori, ou até mesmo algo mais longínquo ainda que fosse em relação ao Angra. Mas muito pelo contrário ele fala sobre a quebra de paradigmas impostos em sua vida, tanto pessoais quanto profissionais, principalmente o profissional aonde ele fez um trabalho bem inovador. Partindo agora para as músicas como quase todos os primeiros álbuns que o Andre gravou o cd têm uma introdução, sendo está Menuett uma pequena orquestração que dura exatos quarenta e oito segundos, abrindo caminho para a música Letting Go que entra com o baixo, a bateria e o teclado aos poucos a música vai crescendo até então entrarem as guitarras, com um ritmo bem cavalgado uma linha de bateria bem rítmica entra os vocais junto, percebe-se que hoje em dia o Andre não presa mais tanto os agudos como em tempos passados, mas ainda assim passa uma energia bem forte no estilo que se propõe a fazer. Logo após vem a música Rio, com uma introdução de teclado e guitarra muito bacana, depois quando se entra os outros instrumentos percebe-se o peso desta música que com certeza é uma das mais pesadas do músico, a letra baseada no filme Cidade de Deus, fala sobre o atual estado da cidade em relação à violência e com um pequeno cutucão aos governos da cidade, que sempre quiseram mais e mais poder e não olharam para o estado em que se encontrava a cidade maravilhosa, e então chega à música Remember Why, com uma bateria que lembra um pouco a linha da música Holy Land do Angra, a música meio que dá uma esfriada nos ânimos, mas ainda é bem contagiante sendo o seu refrão muito interessante. Entrando com um efeito de respiração chega à música How Long (Unleashed Away), com uma linha de bateria, acompanhada da guitarra e os dizeres “I’m just trying to find me” o que mais chama atenção nessa música é o instrumental, principalmente as guitarras, o baixo e a bateria, pois ficou algo que faz o ouvinte assimilar ao Iron Maiden sem pensar duas vezes, o solo das guitarras nessa música também ficou muito bem dividido deixando a música muito contagiante, ela ao vivo com certeza deve ter um efeito poderoso. Looking Back é a primeira balada a aparecer no cd, com um ritmo bem diferente e qualquer coisa errada, pois a música não chega a chamar muito a atenção tanto no instrumental quanto no vocal. Mais uma balada em seguida Face To The End, está um pouco mais fácil de digerir e mais agradável, começa com uma introdução de teclado que lembra um pouco a música Innocence do álbum Reason do Shaaman, mas com um ritmo bem diferente, entrando logo após as guitarras, o baixo e a bateria, entrando por ultimo a voz de modo bem calmo, ficando um pouco mais pesada quando chega ao primeiro minuto e trinta segundos mas mantendo o mesmo ritmo do início. A terceira e ultima balada do cd está que leva o nome do álbum Time To Be Free, entrando com o teclado, a voz e o baixo sendo a balada com o maior feeling das três que constituem o álbum, com um ritmo e temática muito interessante sendo que essa vai crescendo aos poucos, fica um pouco mais rápida e pesada destaque para os teclados, o baixo e as linhas vocais. É chegada então à música mais Shamânica do cd por assim dizer, pois tem uma introdução tribal e que remete o ouvinte ao álbum Ritual do Shaman ou até mesmo a música In The Night do Reason a música no todo é muito interessante, esta é uma das faixas do cd que sabe-se que ainda havia sido composta com a banda anterior do Andre, mas a grande novidade aqui é os vocais guturais de Sander Gommans (Ex-guitarrista e vocalista do After Forever). A décima música pode-se dizer que é o fim de uma era, A New Moonlight é a regravação da primeira canção composta por Andre Matos ainda nos seus tempos do Viper sendo que a versão antiga só tinha o ultimo nome Moonlight aqui ela ganhou uma visão nova com algumas frases novas na letra e com alguns efeitos também, sendo que ela tem a introdução de piano criada em cima do inicio da 7ª sinfonia de Beethoven tornando a música bem dramática. Endeavour é a ultima música do cd que fecha com chave de ouro, a música começa de modo bem pesado com solos vibrantes, e uma linha vocal energética o nome da música em português significa esforço e a sua letra trata do esforço com o qual temos que conviver todos os dias de nossas vidas desde quando nascemos, a música termina com uma linha bem melódica no instrumental com um apelo muito forte dos teclados e com uns agudos. O cd em si é muito bom nota 9 para ele, pois o conjunto fez um primeiro registro muito bom.

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