
"Antes de começar a resenhar este segundo álbum do Andre Matos tenho uma pequena observação a fazer. Bom na arte em si, todos sabem que existe o que chamamos de estilo é algo que defini um padrão de algo, vida, literatura, música e assim por diante. Na música a maior parte dos músicos e bandas seguem seus estilos, algo que eles se propuseram a fazer no começo de suas carreiras que com o tempo vão evoluindo dentro daquilo que criaram, sendo o Heavy Metal um dos estilos mais fechados do mundo, mesmo ele flertando com um monte de outros estilos músicas, muitas pessoas são contra qualquer mudança que venha a acontecer, sem contar que as próprias bandas tem medo de perder os seus status e fãs com as mudanças musicais em suas composições, mas esta lei não se aplica ao músico Andre Matos. Quando estava no Angra logo após o lançamento do álbum Fireworks, que mesmo tendo sido algo bem diferente do que haviam feito nos dois álbuns anteriores e a banda estar em alta, Andre, acompanhado do baixista Luis Mariutti e do baterista Ricardo Confessori deixaram a banda. Foi uma decisão arriscada pois, estavam em uma banda com 3 grandes álbuns, reconhecidos no mundo inteiro e ainda em ascensão com isso sofreram para começar a nova empreitada musical o Shaman. Mas em pouco tempo eles conseguiram se recuperar bem, lançaram o cd Ritual que foi um grande sucesso em nosso país, tendo sido este lançado pela gravadora Universal Music, tendo também a faixa Fairy Tale tocada na novela Beijo do Vampiro da rede Globo, mas não apenas de grandes gravadoras e telenovelas vive uma banda principalmente quando ela toca Metal, eles alcançaram tudo isso com um ótimo lançamento. A proposta ia de contra mão do que fizeram com o Angra, agora com só um guitarrista que foi a revelação Hugo Mariutti irmão mais novo do baixista Luis Mariutti, as músicas eram mais simples, sem tantas guitarras e inúmeros solos aqui e ali, a bateria e o baixo também com linhas mais simples e os teclados tomaram um grande espaço. Com uma mistura de Música Clássica e World Music ao seu som, ficou algo bem inovador, sendo que com o tempo alguns até chegaram a dizer que a banda havia criado o estilo Mystic Metal, o cd vendeu inúmeras cópias pelo Brasil, depois de um tempo foi lançado na Europa e também conquisto um público grande por lá. Logo após veio o CD/DVD Ritualive que era a compilação ao vivo do cd com duas músicas do Angra no repertório, uma do Avantasia e outro do Helloween, também participaram do show os músicos Tobias Sammet, Andi Deris, Michael Weikath, Marcus Viana, George Mouzayek e o produtor Sasha Paeth. Depois do lançamento do álbum ao vivo foram mais de 100 shows e três anos depois veio o segundo cd da banda, sendo esse de nome Reason, que mais uma vez mostrava mais uma faceta diferente de Andre Matos, Luis e Hugo Mariutti, Ricardo Confessori e o tecladista Fábio Ribeiro (que na banda era considerado um músico contratado). Esse com uma linguagem mais pesada, direta e obscura totalmente calcado no Heavy Metal Tradicional e com uma pitada de Rock Gótico em alguns trechos, com direito ao cover da música More da banda The Sisters of Mercy, sendo que o nome da banda também havia mudado para Shaaman. O álbum em si agradou bastante quem não tinha gostado do Ritual, mas ao mesmo tempo desagradou parte dos fãs do cd anterior, mas do mesmo modo a banda continuou em ascensão na América Latina e Europa. Em abril de 2006 a banda decide dar uma pausa nas atividades, alegando desgaste pessoal, devido a rotina sem pausas, dizendo parar para todos poderem se focar em alguns projetos paralelos para depois decidir o que fariam com o Shaaman, então no dia 10 de outubro de 2006 o baterista Ricardo Confessori solta a nota pelo fã clube da banda na época (For Tomorrow) que o que o Shaaman havia dado fim por definitivo nas atividades. Logo após isso os outros três integrantes da banda Andre Matos, Luis e Hugo Mariutti soltam uma nota dizendo que a decisão foi tomada primeiramente por Ricardo sem ao menos querer se sentar com os outros integrantes para resolver o impasse. Logo após a separação Andre Matos e os outros integrantes decidem começar a banda solo do próprio."
Escrever sobre o álbum Mentalize do Andre Matos é uma tarefa dificil, trata-se de mais um álbum polêmico do músico. Começando pelo encarte aonde ele tem inúmeros furos representando um labirinto e o cd tem a cor original, por um lado agradou a alguns que acharam a idéia inovadora e por outro desagradou a outros por ficar ruim de ler as letras das músicas principalmente. Se no primeiro cd Andre Matos em suas letras falou de liberdade neste ele desenvolve o assunto autoconhecimento e também aborda um pouco de Física Quântica, pois como o cd foi co-produzido por Corciolli ao invés de Roy Z (que produziu o cd Time To Be Free) um grande músico brasileiro reconhecido no cenário da New Age internacional e também proprietário da gravadora Azul Music, que teve uma participação ativa ao lado do Andre na criação das letras e da arte em si do cd. Agora musicalmente falando o cd traz mais surpresas e inovações que no álbum anterior a primeira é a bateria que desde algum tempo depois do álbum anterior havia sido assumida por Eloy Casagrande, as músicas em si estão mais diretas e mais curtas do que anteriormente. Começando com a tribal Leading On!, não sendo tão rápida assim, com riffs poderosos de guitarra e um vocal bem forte nesta música se percebe o talento do baterista Eloy, com uma levada muito bacana e rítmica. Quando se começa a música I Will Return uma grande surpresa, a música entra com um coral de vozes bem ao estilo de bandas de rock dos anos setenta como Queen e Journey, sendo o seu instrumental algo bem diferente com ótimas linhas de teclado e de voz principalmente, mas é a partir dela que a bateria cai num simplismo sem igual. Someone Else vem em seguida, lembra um pouco o álbum Reason do Shaaman, por causa da sua veia mais crua riffs mais pesados e o vocal do Andre bem rasgado e grave. Em Shift The Night Way pode-se perceber um pouco do que Andre Matos carrega do que fez com o Viper, essa música lembra e muito a sua primeira banda, principalmente as guitarras rápidas que fizeram um dueto sensacional nessa música. Eis então que surge a primeira balada do cd Back To You, uma bela balada com introdução de teclado e voz lembrando um pouco o seu trabalha com o Virgo, mas com uma cara menos comercial, com um ótimo refrão e um solo cheio de guitarra feeling, destaque para a voz e os backing vocals. Mentalize é uma música que dá para se chamar de um Power/Thrash Metal, composta por Andre e Hugo Mariutti, percebe-se que o guitarrista teve a idéia principal desta canção, pois os riffs de guitarra e o próprio andamento da música nos remetem a muitas bandas de Thrash Metal, com um instrumental muito forte e rápido, até mesmo com os backing vocals gritando “Mentalize” estilo as bandas de Thrash. A sétima música The Myriad com certeza remete o ouvinte aos tempos do Holy Land, tanto no instrumental, no solo de guitarra e nos vocais. Continuando temos a faixa When The Sun Cried Out, com uma introdução de vozes e uns riffs cortantes no começo, está outra música bem interessante, uma música que é uma Power Ballad pois logo após a introdução cai em uma coisa mais melancólica e lenta e depois cresce novamente uma música bem interessante as linhas de teclado e baixo são bem marcantes e parecem se completar em uma sincronia perfeita, as guitarras também estão bem afiadas principalmente na parte dos solos, as linhas de bateria em certa partes empolga bastante. Mirror of Me aos ouvidos de quem já ouviu Stryper a música More Than a Man tem um breve momento de nostalgia pois as bases em certas partes são parecidíssimas desta música lembra e muito, mas com um ritmo diferente, agora a música em si é bem rápida e com uma linha de guitarra e baixo bem interessante aonde o vocal se encaixa perfeitamente bem. Violence começa com uma introdução de teclado bem interessante que prende o ouvinte para querer ouvir o resto, a música tem um clima diferente algo que seria difícil se ouvir do Andre, pois ele verdadeiramente inovou nessa música, as linhas de vocal não são tão marcantes assim, mas os outros instrumentos se encarregam de carregar o clima da música, vale também ressaltar as linhas de teclado no meio da música logo após o refrão, quando todos os instrumentos param e fica somente os teclados. Logo depois vem uma balada muito interessante apenas piano e voz, assim como no cd Holy Land aonde se tinha uma curta balada de violão e voz, aqui pode-se dizer que o feito é repetido mas com uma roupagem diferente, com um piano e as linhas vocais soando mais calmas e não menos emotivas. Powerstream vem com tudo logo após a balada anterior, um Power/Speed Metal muito rápido e com uma linha bem ao estilo Viper, as linhas de guitarra dessa música são simplesmente matadoras. Eis então que chega a ultima faixa do cd uma música bônus para a versão brasileira (?), assim como no Time To Be Free aonde se tem a regravação da música Moonlight do Viper, aqui se encontra a regravação da música Don’t Despair do Angra, que muitos esperavam por essa regravação. Pois foi uma das músicas da banda que nunca chegou a ser lançada oficialmente, mas assim como na regravação do Viper, Andre Matos também fez inúmeras modificações, como modificar a altura do baixo e dos teclados e retirar muitas improvisações e firulas das guitarras da versão anterior, isso sem contar as linhas vocais que estão totalmente diferentes. Alguns amaram e outros odiaram esta nova versão. O cd tem alguns pontos altos e outros baixos, como sempre Andre Matos ousou e não teve medo, mas às vezes isso não cai como uma luva, ainda mais se comparado com o lançamento anterior aonde as músicas soavam mais coesas e a bateria um pouco mais trabalhada, agora nos cabe esperar pelo próximo lançamento e esperar por um novo petardo do músico, no final nota 7 para o álbum.

Hello meu caro.Estava eu ontem pela manhã dando uma navegada pela internet até que vc me pediu p/ visualizar seu post sobre a resenha dos trabalhos de André Matos.é uma honra poder estar comentando,até depois das descobertas que fizemos ontem a tarde!^^.Vc conseguiu se desprender muito bem do lado fã p/ relatar sua opinião sobre ambos os albuns.Parece que comprei uma das melhores revistas do gênero nas bancas e li sobre os discos,me deixando com muita vontade de comprá-los.Parabéns,continue sempre assim,se desenvolvendo cada vez mais na escrita!Beijos.te adoro muito!
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