
Fields Of The Nephilim - Mourning Sun
Para se falar da banda inglesa Fields Of The Nephilim, temos que falar primeiramente do seu atual líder Carl Maccoy que em sua vida musical sempre procurou abordar temas religiosos nas letras das bandas pelas quais passou ou montou. Neste álbum do Fields, apenas Maccoy participou ativamente do álbum, pois retornou com a banda sem o consentimento dos outros músicos incluindo Tony Pettitt baixista que também foi um membro ativo da banda durante muitos anos. Em Mourning Sun a proposta musical é quase que totalmente oposta a de outrora, se antigamente era um Gothic Rock/Metal com um pouco de Dark Wave agora é um Doom Metal atmosférico, cheio de uma áurea sombria e carregada de mistérios. Antigamente o que predominava nas canções do Fields eram a guitarra e o saxofone (o que não dá para acreditar, mas era assim mesmo, e as antigas composições também eram ótimas), agora o que tem a dianteira do som são os teclados sendo a voz de Maccoy um contraste interessante desse novo direcionamento da banda. O cd começa com a atmosférica Shroud (Exordium), uma canção com um início com aqueles corais de igreja, logo após abrindo caminho para alguns sussurros e linhas de teclado, com a voz de Carl entrando fazendo alguma citação depois vem choro de bebe e então entram os outros instrumentos que deixam a atmosfera da música ainda mais carregada. O que dá continuação ao álbum é a música Straight To The Light essa começa mais rápida com linhas de baixo muito interessantes, com o vocal gritado no começo da música, destaque também para as linhas de bateria da música ainda mais no meio da canção aonde bateria, baixo e teclados dão um contraste muito legal com algumas paradinhas. E então ressurge aquela aura atmosférica em New God Dawn, sendo está música também uma pequena ponte com o Fields de antigamente mais só que com uma cara mais atual destaques para as linhas vocais de Maccoy que nessa música cantou com a alma. Requiem XIII 33 (Le Veilleur Silencieux) é uma das canções de mais difícil digestão do álbum, pois é cheia de efeitos, com uma introdução de teclado bem singelo, guitarra limpa e lenta e as linhas vocais sussurradas. Eis então que entra uma das músicas mais rítmica e forte do álbum, Xiberia (Seasons In The Ice Cage) destaque para a bateria com linhas bem interessantes e viradas inteligentes, o baixo e os vocais bem variados também fazem um trabalho excepcional. She segue uma linha bem atmosférica e lenta também, sendo introduzida com o baixo e teclado os vocais bem limpos e mórbidos. Mourning Sun a faixa que dá nome ao álbum é a mais longa com quase onze minutos de duração, começa com alguns sussurros e com um som de guitarra bem legal, logo após entrando uma voz que prende o ouvinte, depois surge um coral feminino acompanhado de todos os instrumentos está música não tem um instrumento que se destaque mais, sendo essa a ultima música da versão normal do cd. A versão brasileira vem com uma música bônus com o nome In The Year 2525 sendo essa uma das mais pesadas do cd, tem um começo singelo com os dizeres “In the year 2525, 3535, 4545, 5555” logo após ficando bem rápida e rítmica como todo o resto do álbum a música é bem atmosférica e a voz de Maccoy nela está bem variado fechando o cd com chave de ouro. As composições têm os seus altos e baixos, mais ainda é um bom álbum com certeza o maior ponto negativo predomina no encarte pela falta das letras das músicas mesmo tendo um belo trabalho artístico, no todo o cd é nota 8.



