sábado, 4 de agosto de 2012

Resenhando Aurora Borealis

Está aqui um lançamento que surpreende muito, Metal pesado, progressivo e cheio de improvismos com timbres muito bem usados em guitarras de sete cordas, cheio de efeitos de sintetizadores. Está banda polonesa é formada pelos integrantes Alexander “Backe” (vocais), Maciej Pankiewcz (guitarras) e AoS (vocais), Aurora Borealis este que é o ultimo lançamento da banda, lançado de forma digital no dia 12 de julho encontramos um som visceral que é uma verdadeira viagem por um mundo aonde o tradicional e o atual se encontram fazendo uma maravilhosa mistura os riffs de guitarra estão poderosos lembrando bastante aquele Metal Industrial do Fear Factory, as linhas de baixo estão acompanhando os bumbos da bateria e também encontra-se aqui belas timbragens de sintetizadores que dão uma pompa ainda maior para o som. As músicas são curtas sendo elas Emission Line Spectrum, Aurora Borealis, Dark Matter, Binary Stars e Skylight sendo essa a maior música do EP com seus seis minutos e cinco segundos contendo também a participação de três guitarristas; Sithu Aye, Plini e Gru como convidados em alguns solos são poucos os álbuns de música instrumental que conseguem chamar tanto a atenção do vinte quanto este aqui sem se tornar algo para músicos, mas sim para todos aqueles que apreciam a música e gostam de ter um som para todos os momentos da sua vida. Vale ressaltar o belo trabalho da capa que ficou sensacional usando uma imagem contendo a Aurora Boreal fazendo deste play algo C/C (Completo e Compacto) nota 10.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Resenhando Soundchaser


Dentro do Power Metal sempre houve uma discussão de quem seria o inventor do Power/Speed Metal, uma boa parcela dos headbangers acreditam que seja o Helloween e alguns poucos (ainda mais os que conhecem o trabalho deles) dizem que são os caras do Rage. As duas bandas surgiram na mesma época, na década de oitenta aonde chegaram com tudo com vários lançamentos de grande qualidade e respeito dentro do cenário Metal alemão, não fazendo muita diferença de quem foi o verdadeiro precursor do estilo então para os que pouco conhecem o trabalho do Rage este álbum com certeza vale apena ser conhecido, escutado e apreciado com muito carinho e respeito. A banda formada pelo líder e único remanescente da formação original Peter Peavy (baixo, vocais e letras), acompanhado pelo guitarrista russo Victor Smolski e o baterista norte-americano Mike Terrana lançaram um álbum de muito bom gosto, tanto nos timbres, notas, melodias e linhas de voz o álbum Soundchaser lançado em 2003, um ano após ter colocado no mercado o álbum que reviveu a banda Unity, com certeza é um marco do estilo. Aqui se escuta tudo de bom e mais honesto que se pode ser feito, o disco abre com a introdução Orgy of Destruction que tem efeitos de trovões e ventanias com uma voz meio robotizada sussurrando algumas frases e com muitos efeitos de sintetizadores, que lembra um pouco aquela aura das músicas do filme Star Wars, logo após abrindo espaço para um instrumental poderoso com efeitos e frases interessantíssimas de guitarra. “Excellent” é a palavra que inicia a segunda faixa War of The Worlds, as harmonias fazem aquela coisa meio Thrash/Speed Metal com os vocais de Peter fazendo um campo harmônico poderoso, as guitarras de Victor com uma clareza perfeita em todas as notas que ao mesmo tempo em que são sujas e pesadas são de fácil assimilação, Mike Terrana nela dá uma aula de como se tocar bateria com técnica, peso, destreza e swing pois tem muitas influências de Fusion e Jazz no seu modo de tocar. Logo após então vem a animada e com muita influência de “Hard Rock” Great Old Ones, é uma música dançante e bem alto astral mostrando que a banda consegue absorver e adicionar as influências em seu som sem perder a raiz, não tem como destacar um único músico, pois aqui o todo faz a diferença, o solo de guitarra dessa música é fantástico Victor toca as notas de modo extremamente solto e claro que se pode imaginar nota a nota sendo tocada por este que com certeza é um dos maestros da guitarra atualmente. Logo após temos a faixa de trabalho que não apenas dá nome ao álbum mas também é uma das grandes canções já criadas por essa formação, Soundchaser é direta em sua abertura com quebradas de tempo bem insanas, depois caindo em uma linha mais tradicional a voz de Peter, a guitarra de Victor e a bateria de Mike soam como uma locomotiva a todo vapor e que não tem uma peça mais importante pois aqui o conjunto faz a obra soar fantástica. Defenders of The Acient Life, começa com um ritmo bem quebrado aonde a bateria é o carro chefe, uma música mais direta com riffs pegajosos bem Thrash e o timbre sensacional da guitarra levando todo o resto para frente como um trem descarrilado, aqui o solo de guitarra é acompanhado de uma levada animal da bateria. A seguir temos Secrets In A Weird World, iniciada com alguns efeitos de sinos acompanhado de um teclado ao fundo, numa levada aonde me vem à guitarra que alguns segundos depois entra a bateria quando dá um pause em tudo, e a guitarra faz as levadas com riffs cavalgados aonde a cozinha (bateria e baixo) fazem uma linha muito bem sincronizada, as harmonias de voz são de arrepiar Peter demonstra toda a sua capacidade sendo uma voz com um timbre mais Rock’n Roll do que Metal pois ele passa longe dos vocais agudos e gritados dos outros vocalistas do estilo, o maior destaque com certeza fica por conta das ótimas linhas de teclado e sintetizadores que prendem a atenção e estão perceptíveis sem soarem extremamente altos ou exagerados. Está é com certeza uma das maiores músicas da banda, pois é uma balada lenta, cheia de dor, mas que ainda assim tem a capacidade de transmitir certo tom de positivismo, pois ela é “Carne e Sangue” como o nome mesmo diz Flesh And Blood, seu começo já arrepia com um dedilhado de guitarra com um timbre fantástico logo após entrando então bateria e baixo, ao entrar a voz ela se torna enorme em todos os sentidos uma canção mesmo, quando Peter estende as notas então nem se fala parecendo até uma faixa que faz a divisão do álbum, tendo também a sua parte mais rápida e pesada aonde a bateria swingada faz um excelente trabalho uma música altamente recomendada a qualquer um que conheça ou não a banda, se ela é tão boa assim em estúdio imagine ao vivo?! Human Metal é bem pesada e cheia de groove desde o início um som rachado mas que nos faz pensar no que vai vir no próximo segundo, algo que em uníssimo é uma interpretação clara e cristalina de uma ótima composição. Iniciando-se com riffs de guitarra e um tempo quebrado See You In Heaven Or Hell traz uma vitalidade e uma força que nos faz querer banguear a todo o momento, com quatro minutos de pura adrenalina tendo alguns momentos mais lentos quase que um Doom Metal, mas que logo após volta a ser aquela rifferama bem porrada na orelha. A nona canção Falling From Grace, Part 1: Wake the Nightmares, começa com linhas dedilhadas de violão que parecem ser de nylon, pois traz uma melodia suave, sutil, clara e extremamente cristalina que faz uma bela estrada para que a voz de Peter caminhe lentamente e de modo muito comovente, logo após dando espaço para as guitarras pesadíssimas e uma cozinha swingada, direta e pesada sendo está bem diferente da Flesh and Blood pois se caracteriza mais como uma Power balada pois ela tem partes bem rápidas e diretas. Penúltima e infelizmente encaminhando o ouvinte para os últimos minutos do álbum Falling From Grace, Part 2: Death Is on It's Way, tendo uma guitarra dedilhada em sua introdução, com uma cozinha mais harmônica do que na canção anterior esta música tem um ar bem teatral pela interpretação dos vocais em conjunto com o instrumental, fazendo o ouvinte viajar e imaginar uma história relacionada à letra em sua mente. French Bourée faixa que fecha o álbum, uma coisa surpreende nela sendo bem Aor Hard Rock e com uma cara extremamente animada e festiva, mas que não foge a seriedade, sobriedade e contexto do resto do álbum, sendo que está é uma canção aonde os teclados voltam a ter mais ênfase e tem até mesmo um solo de teclado com um timbre bem futurístico, que logo após é continuado pela guitarra simplesmente sensacional. Aqui está mais um grande lançamento do estilo aonde se encontra grandes músicos, ótimas composições e interpretações ainda melhores em todos os sentidos recomendado para qualquer Headbanger que busque Metal de extrema qualidade, assim como para aqueles que só conhecem bandas como Helloween e Stratovarious dentro do cenário Power Metal e que podem ver que o estilo vai muito além de músicas rápidas, cheias de agudos e dois guitarristas fazendo milhares de notas em solos que às vezes não tem sentido nenhum além de demonstrar a capacidade técnica dos seus músicos. Nota 10 com certeza, álbum recomendado para todo fã de Heavy Metal.

Resenhando Recreation Day


Clássico é uma palavra comum entre os headbangers de todo o planeta para um álbum que é lançado e marca seu tempo, sua época como grande feito dentro do Heavy Metal e que muitas vezes por chegar a este mérito acaba virando algo que é bom durante todos os tempos, tornando-se um disco atemporal. Então aqui temos um lançamento que se encaixa perfeitamente nessa denominação, que preenche uma lacuna entre os dois álbuns, o atmosférico In Search The Truth (2001) e o conceitual The Inner Circle (2004) que seria este Recreation Day (2003) o maior lançamento dentro da discografia desta excelente banda que é o Evergrey classificada pelos críticos de revistas especializadas como uma banda de Metal Progressivo, mas a própria banda não se detém simplesmente a canções intricadas com compassos quebrados, instrumentos solados, escalas impossíveis e alguns dos clichês do estilo, mas sim focando primeiramente as atmosferas das músicas que sempre são carregadas de energias sombrias. Formado aqui pelos músicos Tom S. Englund (guitarra e vocal), Henrik Danhage (guitarra e backing vocal), Michael Hakasson (baixo), Patrick Carlsson (bateria e percussão) e o recém chegado Rikard Zander (teclados e sintetizadores) no posto que antes era de Sven Karlsson que deixou a banda para integrar o Soilwork. A capa traz várias imagens da igreja católica com corais, batinas com cruzes representando idéia central do álbum que na idéia geral era para ser conceitual falando da igreja católica de um modo amplo, mas no meio do caminho a banda decidiu então tratar de vários assuntos só fazendo menção a igreja na música Unforgivable Sin que fala do assunto mais polêmico dentro da igreja católica que é a pedofilia, por isso o centro das atenções na capa do cd traz uma criança em desespero já chocando o ouvinte sem ao menos precisar foliar o encarte por completo. No contexto lírico e instrumental segue a mesma linha, sendo um pouco mais aterrorizante e atormentador, músicas intricadas, mas com espaços para passagens diretas, coros de vozes (gravado ironicamente pelo Mercury Choir que foi emprestado da igreja católica da Suécia) e como sempre de bom gosto com um espaço para as linhas vocais de Carina Kjellberg que mais tarde viria a se tornar Carina Englund esposa de Tom, o álbum abre com a bombástica, direta e pesadíssima The Great Deciver com inúmeros fraseados de guitarra em alta velocidade, os teclados fazendo um ótimo pano de fundo acompanhado da bateria rápida, com linhas cheias de groove do baixo, contrastando perfeitamente com o vocal que é amedrontador, sendo que ainda tem alguns tempos quebrados aonde entra o coral de vozes cantando em latim, que ao terminar os seus versos volta à pancadaria direta e reta sem firula. End Of Your Days já é uma música mais atmosférica abrindo com os efeitos de sintetizadores, logo após vindo os outros instrumentos de modo mais swingado, para depois levar a canção para trechos cheios de slides das guitarras e do baixo a bateria fazendo um trabalho mais direto dá um ar ainda mais soturno para a canção, e fechando a descrição da mesma vale pelo belo solo de Henrik que aqui não apenas demonstra feeling no seu modo de tocar, mas também como é ótimo em escolher timbres que deixa canção ainda mais cheia sem lacuna nenhuma ficar vazia. Dando continuidade temos As Lie Here Bleeding, que começa com os teclados e a bateria chamando a responsabilidade e os outros instrumentos que dão uma gama bem tensa para a música, destaque aqui com certeza são as linhas de voz de Tom que são espetaculares é como se ele dialoga-se com o ouvinte é impressionante. A música que dá nome ao álbum Recreation Day entra de uma vez sem fazer corpo mole, com todos os instrumentos fazendo linhas diretas, principalmente as guitarras que soltam harmônicos pesados e nítidos em palhetadas animais, passado a introdução após entrar as linhas de voz permanecem apenas o baixo, a bateria e os teclados, que dão a expectativa para o que vira quando as guitarras voltarem e quando voltam se torna algo “fabuloso” os vocais de fundo ajudam muito na constituição final da música, os solos de guitarra estão fantásticos, rápidos e diretos caindo depois em uma linda melodia apenas dos teclados, voltando com um segundo solo da guitarra na volta do instrumental sendo esse mais lento e com uma cara mais blues fazendo desta uma das maiores canções do Evergrey na biografia da banda. Continuando a pancadaria sonora mal dando tempo do ouvinte digerir a faixa anterior, Visions entra arregaçando tudo entrando com palhetadas rápidas, teclados com harmonias tenebrosas, baixo galopante e a bateria dando show de groove e tempos quebrados, este ultimo instrumento que dá aula aqui com Patrick mostrando o porquê permaneceu no posto até então sendo que com certeza foi o melhor que já passou pelo posto na biografia do grupo, sendo este o trabalho mais progressivo já gravado em um trabalho da banda repare no ultimo um minuto e meio da música é algo que pouquíssimos músicos saberiam encaixar com tamanha inteligência e destreza. Acalmando toda a pancadaria das faixas anteriores aqui está um cover que até mesmo parece uma composição da banda, I’m Sorry música composta originalmente pela cantora sueca de Pop Music, Dilba Demirbag, aqui além de manter toda a melancolia da versão original, ganho mais peso, um belo solo de guitarra e uma orquestração magistral criada por Rikard Zander. Retornando de modo eletrizante temos Blinded que segue a linha direta, rápida, pesada com destaque para os fraseados de baixo, os backing vocals e a voz de Tom que é completamente implacável no estilo que a banda criou e se propõe a fazer com qualidade única. Fragments é uma canção de atmosfera carregada e que em alguns momentos pode-se até dizer que meio Doom Metal com um coral que canta o refrão junto com a linha de voz principal e chega até a arrepiar o modo com o qual ela chega a tocar a alma do ouvinte. Quebrando novamente toda a tensão do álbum temos a acústica Madness Caught Another Vision, aonde apenas se tem um unplugged de violão com cordas de aço e a voz de Tom bem mais calma sendo que a letra da mesma é tão opressiva quanto as anteriores já que ela fala sobre culpa, decepção e quando todos os objetivos de uma pessoa falham. Your Darkest Hour é a penúltima faixa e volta a seguir a linha de outra, com um belo refrão forte e cativante e belas linhas de teclados e sintetizadores, sendo que depois do solo tem se uma bela participação de Carina Kjelberg com o seu timbre lindíssimo. Fechando com chave de ouro temos Unforgivable Sin, uma música que começa com umas notas pesadas, cheias de groove que provoca interesse a cada segundo, logo após caindo em um momento voz e teclados, com um ritmo quebrado e insano algo não apenas sombrio, mas também depressivo, opressivo e algo que faz-nos pensar na decadência humana já que trata da questão da pedofilia dentro da igreja católica, novamente com participação de Carina que em algumas frases simplesmente acompanha a voz principal e em outra canta algumas frases sozinha. Aqui Tom Englund e sua trupe conseguiram fazer um trabalho majestoso em todos os sentidos, seguindo o estilo atormentador criado pelo seu líder em letras que nos levam a reflexão tratando de assuntos que poucos têm coragem de encarar como a depressão, os próprios erros e falhas nos seus objetivos e às vezes a questão das pessoas que usam do Santo e do Sagrado para cometer atos simplesmente repugnáveis como a pedofilia que acontece de modo assombroso dentro das muralhas da igreja católica. 10 é o mais adequado possível a este que talvez seja um dos lançamentos dentro do catalogo da banda que nunca vá ser superado...

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Resenhando Reason


Aqui está o segundo álbum que viria a ser o ultimo com a formação original do Shaman, nele trouxe inúmeras modificações a primeira foi à adição de mais uma letra “A” ao nome da banda que então passou a se chamar Shaaman, além disso, a banda demonstrava buscar uma nova visão musical, foram três longos anos que separam o lendário Ritual deste que se chamaria Reason. Nele encontramos como sempre grandes composições pois a formação Andre Matos (vocal), Hugo Mariutti (guitarra), Luis Mariutti (baixo), Ricardo Confessori (bateria) e ainda com o músico que além de grande companheiro da banda é descrito como músico contratado Fábio Ribeiro (teclados), sendo que a energia aqui é mais depressiva e sem cor algo cinzento que influenciou diretamente na sonoridade, aqui segue a contramão de seu antecessor. O trabalho gráfico do álbum também segue uma atmosfera bem apática e opressiva, na primeira música o ouvinte já tem um grande choque, Turn Away começa com berros do que parece uma pessoa tendo um surto ou quem sabe despertando de um pesadelo, aqui a cozinha é algo monstruoso bateria e baixo pulsante, vibrante, pesada e cadenciada ao lado de alguns efeitos de sintetizadores e a voz de Andre seguindo um tom mais grave do que anteriormente tudo acompanhado por linhas de guitarras com riffs mais diretos e enxutos que outrora. Reason, segunda canção que dá nome ao álbum é bem mais atmosférica aonde os efeitos de teclados e a guitarra dedilhada são de arrepiar, as linhas vocais simplesmente parecem flutuar em cima de toda a carga obscura que a canção traz em seu esqueleto algo para se ficar surpreso certo? Mas ai então que surge a maior surpresa deste lançamento, More música do The Sisters of Mercy aqui recebe um cover bem moderno, diferente e extremamente Metal claro que com um pouco da atmosfera do Gothic Rock da versão original, mas nesta versão tudo ficou mais intricado guitarra, baixo, bateria, a voz e as linhas de teclados e sintetizadores alguns irão amar e outros odiar está versão pois mesmo tendo alguns aspectos da sua versão original, aqui ela ficou mais “xamãnica” por assim dizer. Música de trabalho Innocence, foi o primeiro vídeo clipe da banda, está é uma balada com enorme destaque para os sintetizadores, teclados e para a bela voz de Andre Matos que é de deixar qualquer um muito emocionado assim como os timbres que Fábio Ribeiro conseguiu extrair dos instrumentos anteriormente citados. Scarred Forever é uma canção mais rítmica em seu inicio com o baixo e a bateria fazendo algo cheio de swing no começo que com o tempo vai crescendo gradativamente, mas o grande destaque desta canção são os riffs e o timbre da guitarra de Hugo Mariutti, algo mais old-school que nos faz lembrar o tipo de sonoridade de guitarristas de Metal Tradicional dos anos 70/80 principalmente no que diz respeito aos harmônicos. A única canção que nos leva diretamente a lembrar o álbum Ritual é apenas está In The Night, pois ela começa com efeitos mais indígenas uma aura mais voltada para música ambiente em sua letra se fala em sonhos e verdades algo mais visando o autoconhecimento, aqui a unidade que a banda é faz uma das melhores músicas do álbum com certeza não tendo como destacar um único aspecto pois tudo aqui se encaixa perfeitamente! Continuando temos a swingada Rough Stone, está começa mais lenta meio que uma Power balada, aonde a voz de Andre Matos passa um sentimento enorme às vezes bem agonizante com um segundo destaque também para o baixo, pulsante e potente de Luis Mariutti que nesta canção dá uma aula de versatilidade sem perder o feeling. Iron Soul começa de modo mais, direto, rápido e pesado que a sua anterior sendo aqui o grande destaque as linhas de baterias com viradas interessantíssimas de Ricardo Confessori que também faz uma ótima utilização dos pratos, sendo bem progressiva em muitos momentos ainda mais com o apoio dos ótimos riffs de Hugo e das linhas de teclado de Fábio Ribeiro, sendo o solo da guitarra algo muito inspirado e fazendo jus ao legado do guitarrista Randy Rhodes com certeza o seu final é algo extremamente pesado e apo ético. Iniciando com um canto gregoriano de fundo, depois caindo em algo mais introspectivo com uma voz que parece algo mais indígena eis que surge a penúltima e mais direta canção do álbum Trail of Tears nos lembrando muito dos cds mais clássicos de Ozzy, Deep Purple e Judas Priest pois os riffs de guitarra aqui estão anos luz a mais calcados em uma visão musical mais direta e sem dar qualquer toque de Metal Melódico que ainda tinha no álbum anterior. Born To Be é a canção que encerra o álbum, para descrever está canção em uma única palavra seria “motivação” pois ela fala de se auto encontrar em meio à dor e flagelo que o mundo pode nos causar nos anos que se passam também assumindo uma questão de falar de liberdade ao mesmo tempo, fazendo-nos assim no fim das contas solitários, está canção na comunidade do Andre Matos no Orkut chegou a virar tópico de discussão pois alguns chegaram a dizer que a letra dela estaria relacionada ao que Cristo passou em sua vida, e olha lá, o criador do tópico fez ótimas alusões que fazem até que muito sentido, a linha instrumental abordada pela banda é algo extremamente magnético e atrativo que prende o ouvinte a escutá-la com muita atenção. Como sempre Andre Matos & Cia inovando e vindo com lançamentos que são no mínimo interessantes, mas este é um aspecto que às vezes torna a caminhada musical da banda mais complexa pois em um primeiro instante quando Reason saiu foi visto com certo estranhamento pelos fãs, pois ele segue uma linha bem contrária de Ritual, calcado totalmente no Metal Tradicional com uma aura extremamente depressiva e opressiva vinda do Gothic Rock que foi uma grande influência para a banda na composição do disco sendo a maior comprovação disso o cover do The Sisters of Mercy que foi indicado pelo baterista Ricardo Confessori. Vale apena conferir pois pode não ser um álbum para se chamar de “Clássico” como o seu anterior mas com certeza é um disco de muita qualidade, que exige muito mais do que uma ou duas simples audições para se entender a temática e proposta da banda, nota 8.

domingo, 27 de novembro de 2011

Resenhando Monday Morning Apocalypse


Logo após o lançamento do excelente The Inner Circle e do ótimo álbum ao vivo A night To Remember o Evergrey trabalho rápido para o lançamento de mais um álbum de inéditas, que recebeu o titulo de Monday Morning Apocalypse. A banda que é chefiada por Tom S. Englund (vocalista, guitarrista e também faz as letras e cria a maior parte das canções) acompanhado dos competentes Henrik Danhage (guitarra), Rikard Zander (teclados e sintetizadores), Jonas Ekdahl (bateria) e Michael Hakansson (baixo), fizeram uma revolução em seu modo de ver a sua própria música. Canções diretas e sem muitas camadas de teclado, as linhas vocais de Tom soando bem mais calmas e com as guitarras e o baixo bem na cara vamos dizer assim tornaram a banda mais fácil de digerir sendo que ficou bem comercial também, alguns disseram que foi devido à adição do produtor externo Sanken Sandquist que gravou álbuns de bandas e músicos como Def Leppard, Rammstein, Britney Spears e Bon Jovi. O que de fato se escuta aqui vai contra o que a banda tinha feito anteriormente, Monday Morning Apocalypse faixa que além de levar o nome do cd se encarrega de mostrar a competência da banda inteira em faixas mais diretas, destacando-se o trabalho da cozinha bateria e baixo que fazem um contexto impar e com muito groove e feeling. Unspeakable continua o álbum com uma entrada mais rítmica e os vocais de Tom em alta, abrem espaço para riffs diretos e secos de guitarra com belos harmônicos por todo lado com uma aura mais soturna que a faixa anterior. Continuando temos Lost uma canção mais profunda e aonde se consegue ouvir as notas de Rikard Zander em seus teclados mesmo que bem mais baixo do que no álbum anterior, nesta faixa ainda se encontra alguns resquícios daqueles vocais de corais que a banda muito usava, o solo dela música também é muito interessante pois ela tem muito de Blues até mesmo porque é feito com o timbre limpo da guitarra. Com certeza uma das músicas mais fortes deste cd é Obidience quarta faixa que entra arrebentando tudo, com os teclados soltando notas frias e os outros instrumentos fazendo algumas paradinhas, logo após abrindo espaço para riffs quebrados de guitarra acompanhados de um baixo e uma bateria pulsante com vocais muito bem postados de Tom, sendo que está canção possui um dos solos mais cativantes da bolacha! The Curtain Fall é uma música que começa crescendo aos poucos e já entra quebrando tudo, dando continuidade ao que ouvimos antes, mas aqui a bateria faz um trabalho maravilhoso com muitas viradas. Tensão é a palavra que vem a mente quando se escuta o começo da canção In Remebrance, começando com o instrumental bem carregado sem muitas nuances a letra fala sobre lembranças de alguém que se perdeu, aqui as linhas de teclado aparecem bastante e aqueles vocais que seguem estilo corais de igreja cantam o nome da música entre as frases cantadas por Tom. Uma das músicas mais comerciais com certeza é esta At Loss For Words, nela não se tem muita coisa diferente e pode baixar quase que batida para a maior parte dos ouvintes, pois nela é tudo tão certinho que não parece tanto que estamos ouvindo o Evergrey. Till Dagmar mostra a qualidade e capacidade musical de Rikard Zander que nesta faixa instrumental de quase dois minutos de duração, dispara notas bem frias e cheias de dor em um piano. Still In The Water, tem alguns efeitos de sintetizadores até a sua entrada magistral com riffs cortantes, diretos e que fazem contrastes com uma cozinha rítmica bem feita uma canção com inúmeras vocalizações que lembram um pouco parte da dinâmica vocal da faixa The Great Deciever. The Dark I Walk You Through infelizmente é uma canção fraca e pouco inspirada, não traz nada de novo e muito menos algo que chame a sua atenção a única coisa que nota-se é que aqui o que mais foi trabalhado foi à atmosfera da canção só. Penúltima canção I Should chama muito a atenção pela letra que como sempre Tom faz um trabalho incomparável, é uma canção lenta aonde os teclados dão o ar da graça novamente com efeitos de sintetizadores ao fundo um refrão grandioso que faz com certeza qualquer fã cantar a plenos pulmões. Encerrando com uma grande balada Closure é uma das canções mais tristes e arrebatadora já feita por Tom, que é acompanhado apenas dos teclados de Rikard Zander, a letra trata de fazer inúmeras perguntas sobre o valor da vida relacionado ao sofrimento em que passamos em nossas vidas, questionando também aquelas pessoas as quais não se sentem agradadas com nada do que fazemos para elas falando de uma existência que não foi grande coisa mas apenas algo suficiente para este mundo. O que se percebe aqui é um lançamento mais comercial sim, com faixas de muito mais fácil digestão e compreensão aquele tipo de álbum que se recomenda para alguém que não conhece a banda e não curte muito atmosferas extremamente opressivas/depressivas e vocalizações desesperadoras como era o costume da banda até o The Inner Circle, percebe-se que faz aqui uma divisão de águas entre o antes e o depois de A Night To Remember pois com este tropeço da banda que só viria a se recuperar por completo dois álbuns depois com Glorious Collision deixando de usar atmosferas extremamente carregadas de vozes a capela que a banda usava muito e também tratando em suas letras mais os contextos mais casuais e não temas como religião, pedofilia e extraterrestres como anteriormente recomendado para quem nunca ouviu a banda para um primeiro contato mais suave, e ultima recomendação para quem já conhece e curte a banda de outros álbuns, nota 7.

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Ten Great Metal Ballads For Me.


Bom neste post em especial eu vou falar sobre as dez baladas dentro do Metal que marcaram a minha vida, seja por suas harmonias ou letras indiferentemente de qual seja o subgênero dentro do estilo dessa banda/músico venha a fazer parte, sabendo que a meu ver baladas não são músicas para mim feitas para serem apenas emotivas, mas também extremamente tristes pelo fator delas marcarem algo significativamente no nossa vida ou por lembrar algo que foi muito importante para nós, ninguém é obrigado a formar uma opinião sobre o que escrevo nessa lista ok XD, então vamos lá:

Angra - Bleeding Heart; essa canção foi à primeira balada que ouvi com muita atenção e que com certeza fez uma diferença enorme no meu modo de ver a música pesada em si, pois quando eu comecei escutar o estilo me focava muito em velocidade, peso e letras de protesto. Sem contar que sua bela e grandiosa harmonia aliada à letra romântica composta por Edu Falaschi que deu uma aula de emoção em sua interpretação vocal também fizeram e faz dessa balada um dos hinos das canções lentas.

Enbound – Frozen To Be; está foi uma das ultimas baladas que conheci atualmente e que canção, começa com uma introdução de violão e teclados, com a entrada de um vocal bem calmo de Lee Hunter e com um ar bluesy no seu timbre fazendo um dueto com o vocal feminino de LaGaylia Frazier que é uma bela negra cantora de Blues que emprestou a sua voz para o álbum da banda. Sem contar que a canção tem um ar meio pop muito interessante que faz a música ter um contraste magnífico, quando tem os dois cantão junto o refrão que leva o nome da música é de se comover com tamanha emoção.

Elís – Forgotten Love; começando com um piano acompanhado de linhas de violino algo bem frio e singelo a voz de Sabine Dunser dá uma aula de desenvoltura e emoção, sendo está canção parte de uma história conhecida como Griefshire, um conto cheio de dor, tristezas e descobertas com sentimentos que saltam por todos os cantos.

Evergrey – As Light Is Our Darkness; depressão, agonia, tristeza, lamentação e dor. São algumas das palavras para definir o estilo de Tom Englund em suas letras e composições letras o Evergrey com certeza é uma das bandas com um dos maiores números de baladas, e todas elas exprimem um clima cinzento como o nome da banda sugere sendo essa é uma canção que faz parte do primeiro álbum, aonde só se tem violão e voz com uma letra assustadoramente sobre solidão e daquelas mudanças que temos de fazer quando somos deixados por alguém e nos vemos totalmente só.

Crematory – Say Goodbye; o Crematory foi à primeira banda de Death Metal a misturar sintetizadores de música eletrônica no seu som e criar um estilo chamado de Gothic Death Metal, com isso eles criaram um som inovador e também som donos de grandes baladas. Está é uma canção aonde a guitarra dedilhada, acompanhada de uma cozinha (baixo/bateria) afinada e com a cama feita pelos teclados tem uma força enorme ainda mais pelos vocais guturais de Felix Stass que são verdadeiros gritos de desespero do mais profundo da alma.

Helloween – A Tale That Wasn’t Right; aqui sim uma canção que é uma verdadeira e grande dor de cotovelo masculina, com um ritmo depressivo e bem coisa de boteco aonde qualquer um se senta em uma cadeira pede qualquer tipo de bebida barata e bebe enquanto chora por sua amada que o abandonou. O Helloween sempre foi conhecido pelo seu bom humor, mas esta é uma canção divertida de modo irônico e bem pessimista, aonde os vocais de Michael Kiske ultra agudos com coros de fundo fazem o vazio do coração de um rapaz solitário chorar a cada nota snif, snif.

Eterna – The War is Over; redenção e misericórdia são palavras chaves para este som, com uma letra que fala sobre guerra e para que as pessoas notem o quão devastador é uma quando acontece, fala sobre as marcas deixadas em uma guerra principalmente em nossas almas e que deve-se preparar para reconstruir tudo a sua volta quando ela acaba, atentando também para o fato que o poder da humanidade um dia acabara nas mãos de Deus. Os vocais de Alexandre Emanuel são uma aula de interpretação o instrumental é uma bela mistura de Metal Neo-Clássico com algumas influências de Jazz e Fusion.

Journey – Mother, Father; Aor Hard Rock sempre foi um estilo voltado para um público mais adulto e com certeza o Journey não é apenas um dos maiores do estilo, mas sim que tem enormes baladas que fazem parte de muita gente da década de 70/80. Sendo está uma canção que conta a história de uma família, desunida aonde todos sofrem sendo um pedido do sétimo filho para que ocorra uma união novamente com muita fé. Bom o instrumental é não se precisa comentar não há um único destaque, pois todos são músicos primorosos sendo a voz de Steve Perry algo simplesmente perfeito e com uma emoção única.

Henceforth – Done; com certeza essa é uma das baladas que mais me influênciou desde o ano de 2010, não é apenas lenta, triste ou comovente mas sim uma canção extremamente honesta em todos os sentidos possiveis. Tem uma linha vocal absurdamente cativante de Frank Harris sendo acompanhado de efeitos de sintetizadores, teclados e linhas de violino tudo isso regado com uma bela letra que verdadeiramente impressiona pois contém frases como “Buscando pelo silêncio, para quebrar as palavras” e “Mas o estrago está feito, quando os Homens colocam as suas mãos” falando da capacidade humana de se fazer as coisas e se perder elas tambem incluindo ai a sua própria fé.

Vanden Plas – Spanish Rain; um som com mais swing, vocais mais para o lado do blues com ritmo regado a linhas mais soltas principalmente da bateria e do baixo, aonde a guitarra acústica preenche o lugar daquelas guitarras extremamente pesadas e distorcidas o que nos lembra um pouco de Bossa Nova um som para quem não gosta tanto de Metal, mas que ainda está dentro do estilo com uma cara bem diferente.

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Solitude.


Deixando-me para trás, você errou nos congelando assim restaurando a sua perda, para se encaixar em um molde fora de alcance em letras fantasmas está doença que vem de dentro “livre”, afogando-me sozinho à distância...