domingo, 27 de novembro de 2011

Resenhando Monday Morning Apocalypse


Logo após o lançamento do excelente The Inner Circle e do ótimo álbum ao vivo A night To Remember o Evergrey trabalho rápido para o lançamento de mais um álbum de inéditas, que recebeu o titulo de Monday Morning Apocalypse. A banda que é chefiada por Tom S. Englund (vocalista, guitarrista e também faz as letras e cria a maior parte das canções) acompanhado dos competentes Henrik Danhage (guitarra), Rikard Zander (teclados e sintetizadores), Jonas Ekdahl (bateria) e Michael Hakansson (baixo), fizeram uma revolução em seu modo de ver a sua própria música. Canções diretas e sem muitas camadas de teclado, as linhas vocais de Tom soando bem mais calmas e com as guitarras e o baixo bem na cara vamos dizer assim tornaram a banda mais fácil de digerir sendo que ficou bem comercial também, alguns disseram que foi devido à adição do produtor externo Sanken Sandquist que gravou álbuns de bandas e músicos como Def Leppard, Rammstein, Britney Spears e Bon Jovi. O que de fato se escuta aqui vai contra o que a banda tinha feito anteriormente, Monday Morning Apocalypse faixa que além de levar o nome do cd se encarrega de mostrar a competência da banda inteira em faixas mais diretas, destacando-se o trabalho da cozinha bateria e baixo que fazem um contexto impar e com muito groove e feeling. Unspeakable continua o álbum com uma entrada mais rítmica e os vocais de Tom em alta, abrem espaço para riffs diretos e secos de guitarra com belos harmônicos por todo lado com uma aura mais soturna que a faixa anterior. Continuando temos Lost uma canção mais profunda e aonde se consegue ouvir as notas de Rikard Zander em seus teclados mesmo que bem mais baixo do que no álbum anterior, nesta faixa ainda se encontra alguns resquícios daqueles vocais de corais que a banda muito usava, o solo dela música também é muito interessante pois ela tem muito de Blues até mesmo porque é feito com o timbre limpo da guitarra. Com certeza uma das músicas mais fortes deste cd é Obidience quarta faixa que entra arrebentando tudo, com os teclados soltando notas frias e os outros instrumentos fazendo algumas paradinhas, logo após abrindo espaço para riffs quebrados de guitarra acompanhados de um baixo e uma bateria pulsante com vocais muito bem postados de Tom, sendo que está canção possui um dos solos mais cativantes da bolacha! The Curtain Fall é uma música que começa crescendo aos poucos e já entra quebrando tudo, dando continuidade ao que ouvimos antes, mas aqui a bateria faz um trabalho maravilhoso com muitas viradas. Tensão é a palavra que vem a mente quando se escuta o começo da canção In Remebrance, começando com o instrumental bem carregado sem muitas nuances a letra fala sobre lembranças de alguém que se perdeu, aqui as linhas de teclado aparecem bastante e aqueles vocais que seguem estilo corais de igreja cantam o nome da música entre as frases cantadas por Tom. Uma das músicas mais comerciais com certeza é esta At Loss For Words, nela não se tem muita coisa diferente e pode baixar quase que batida para a maior parte dos ouvintes, pois nela é tudo tão certinho que não parece tanto que estamos ouvindo o Evergrey. Till Dagmar mostra a qualidade e capacidade musical de Rikard Zander que nesta faixa instrumental de quase dois minutos de duração, dispara notas bem frias e cheias de dor em um piano. Still In The Water, tem alguns efeitos de sintetizadores até a sua entrada magistral com riffs cortantes, diretos e que fazem contrastes com uma cozinha rítmica bem feita uma canção com inúmeras vocalizações que lembram um pouco parte da dinâmica vocal da faixa The Great Deciever. The Dark I Walk You Through infelizmente é uma canção fraca e pouco inspirada, não traz nada de novo e muito menos algo que chame a sua atenção a única coisa que nota-se é que aqui o que mais foi trabalhado foi à atmosfera da canção só. Penúltima canção I Should chama muito a atenção pela letra que como sempre Tom faz um trabalho incomparável, é uma canção lenta aonde os teclados dão o ar da graça novamente com efeitos de sintetizadores ao fundo um refrão grandioso que faz com certeza qualquer fã cantar a plenos pulmões. Encerrando com uma grande balada Closure é uma das canções mais tristes e arrebatadora já feita por Tom, que é acompanhado apenas dos teclados de Rikard Zander, a letra trata de fazer inúmeras perguntas sobre o valor da vida relacionado ao sofrimento em que passamos em nossas vidas, questionando também aquelas pessoas as quais não se sentem agradadas com nada do que fazemos para elas falando de uma existência que não foi grande coisa mas apenas algo suficiente para este mundo. O que se percebe aqui é um lançamento mais comercial sim, com faixas de muito mais fácil digestão e compreensão aquele tipo de álbum que se recomenda para alguém que não conhece a banda e não curte muito atmosferas extremamente opressivas/depressivas e vocalizações desesperadoras como era o costume da banda até o The Inner Circle, percebe-se que faz aqui uma divisão de águas entre o antes e o depois de A Night To Remember pois com este tropeço da banda que só viria a se recuperar por completo dois álbuns depois com Glorious Collision deixando de usar atmosferas extremamente carregadas de vozes a capela que a banda usava muito e também tratando em suas letras mais os contextos mais casuais e não temas como religião, pedofilia e extraterrestres como anteriormente recomendado para quem nunca ouviu a banda para um primeiro contato mais suave, e ultima recomendação para quem já conhece e curte a banda de outros álbuns, nota 7.

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