quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Resenhando Kiske/Sommerville


Aqui está um álbum que durante um longo tempo foi aguardado pelos fãs de Metal de todo o mundo, principalmente os fãs da vocalista Amanda Somerville e do vocalista Michael Kiske (um dos maiores vocalistas do gênero que até então é lembrado por muitos do tempo das duas partes do álbum Keepers Of Seven Keys do Helloween, que até hoje são consideras clássicos e um marco no estilo). Kiske antes de encabeçar esse projeto já havia gravado dos álbuns com a banda Place Vendome algo mais puxado para o lado do Aor Hard Rock, mas isso não tinha feito colocar os pés de vez no estilo que durante muito tempo fez comentários pejorativos, mas quando foi anunciado o álbum, sendo acompanhado de músicos como o baixista Mat Sinner (Primal Fear, Sinner), Sander Gommans guitarra (HDK, ex-After Forever), Martin Schdmit bateria (Goddess Shiva, ex-Atrocity), Magnus Karlsson guitarra/teclado (Allen Land,ex-Bob Catley) e Jimmy Kresic teclado (Voodoo Circle). Com estes dois grandes vocalistas e este time de apoio se esperava um cd muito além da capacidade não com apenas músicas mas, sim um álbum com inúmeras canções para se cantar com toda a força dos pulmões o trabalho gráfico também ficou muito interessante com ótimos contrastes entre o amarelo e dourado, ao se colocar o cd para tocar que se descobre que as coisas ótimas ficam por ai pois no álbum não se encontra nada de inovador e com as duas grandes vozes do Metal apenas dividindo as canções em frases iguais um dueto que não surpreende em nada e para quem não gosta de bandas de Symphonic Metal, deve passar bem longe deste lançamento pois não consegue alcançar e nem superar nenhuma das grandes bandas do estilo como por exemplo o After Forever ou o Épica por exemplo. Feito essas pequenas ressalvas sobre este lançamento vamos para as canções em si, Nothing Left To Say abre o album com riffs até que bem sacados, e o vozeirão de Kiske entrando com tudo acompanhado dos outros instrumentos e então a música cai em um momento um pouco mais melódico com o acompanhamento de Amanda, é uma das mais agitadas e com maior capacidade de virar um hit. Silence começa com uma linha de teclado totalmente manjada do estilo sinfônico, totalmente Nightwish quando entra a voz de Kiske dá para se sentir um certo apreço pela canção, mas quando Amanda entra se torna totalmente clichê um dueto romântico que se está acostumado a ver em todos os cantos sendo que existem inúmeras baladas deste gênero melhores do que está canção. If I Had A Wish, a terceira faixa que faz uma ligação com a primeira uma continuação natural nela percebe-se uma referência do Helloween ainda mais quando Kiske lança mão de algumas notas mais altas em seus vocais, nesta música sim Amanda agrada e muito. Arise começa de modo bem interessante as duas vozes fazem algo estilo uma conversação, o instrumental é cheio de swing do baixo com a bateria, as guitarras tem um pouco de vibrato em suas notas e os teclados não aparecem com muito influência aqui, ficou algo mais como aquele Hard Rock oitentista com mais peso que nas faixas anteriores sendo que no final Kiske solta um agudo que nos remete diretamente aos seus tempos clássicos. End Of The Road é uma balada bem interessante com Amanda cantando frases suaves e bem agradáveis aos ouvidos, dando espaço para algumas frases de Kiske mas que aqui faz um papel de quadijuvante, está sim é uma daquelas canções para se ouvir grandes estádios cantando junto, todas as melodias são ótimas uma das melhores do cd com certeza. Don’t Walk Away é outra canção fraca uma Power balada, que não cativa e não chama a atenção algo bem dentro do comum uma faixa morna sendo que a única coisa que agrada um pouco é o solo que tem muito do estilo do Slash ex-Guns’ N Roses. As demais faixas que compõe o álbum não avançam muito a frente do que as anteriores sendo que a abertura da música Devil In Her Heart consegue cativar um pouco, este poderia ter sido um lançamento um pouco mais trabalhado e bem mais espontâneo, pois percebe-se que tudo nele foi extremamente calculado de modo correto demais não inovando em nada e muitos menos fazendo do álbum aquele super lançamento que muitos esperavam pelo time de ótimos músicos reunidos (principalmente os dois vocalistas) que tinham muito mais a oferecer, quem sabe em um segundo cd eles apresentem grandes canções e não apenas mais um álbum “mais do mesmo” diante tantos neste estilo, nota 6.

sábado, 13 de agosto de 2011

8 Longos Momentos Definidos em Início, Meio e um Quase Fim!


Depois de muitos meses e experiências eu volto a postar aqui. Foram longo-curtos oito meses de batalha por um sonho. Nós nunca pensamos que às vezes a muita coisa além da nossa própria crença, falo exatamente de crer na nossa capacidade de fazer algo às vezes acreditamos que nunca seriamos capazes de algo, mas então surge uma força motriz que nos faz disparar como se fossemos espoletas. Eu vivi isso na pele nos últimos meses, só que nestes momentos também existem os riscos de deixar marcas, feridas e erros irreversíveis capaz de nos tirar toda a pouca sanidade que temos sendo que quando fazemos estas coisas imaginamos saber que iremos agüentar o impacto caso as coisas dêem errado e tudo volte à estaca zero. Infelizmente a imaginação e a realidade são mundos distintos e distantes, a dor de se imaginar a perda é uma coisa, enquanto vive-la é outra dor bem diferente às vezes fazemos as coisas achando que seguir as palavras dos outros é a melhor escolha que eles podem nos ditar as nossas vidas, assim acabamos caindo em um abismo que é construído pela confiança em outra pessoa e julgamento da vida que pode ser bem oposto ao nosso. Pode ser a família, amigos, conhecidos e até mesmo desconhecidos, porém a nossa própria consciência às vezes é capaz de entender o mundo a nossa volta, sendo assim tomamos decisões simplesmente superficiais por parecem fáceis e com isso destruímos nossos próprios sonhos, vontades e expectativas puxando o nosso próprio tapete. Um sentimento que tende a nos trair com muita facilidade e enganar todas as nossas capacidades de enxergar é o desespero, nele contém a maior desgraça de um ser Humano, conduzidos por ele machucamos, enganamos, maltratamos ao outros e a nós mesmos só percebendo o impacto/gravidade do ato num tardar sem igual nem podendo cogitar a idéia de recuar. Um exemplo comum disso é às vezes a brigas entre pais e filhos, quem na hora da raiva não discute e pensa ou mesmo diz com todo o fôlego em seu pulmão “Eu te odeio” de um filho/filha para o pai/mãe assim como aquela frase “Eu queria que você nunca tivesse nascido” de um pai ou uma mãe, lendo assim pode parecer algo surreal mas qualquer um que deposita seus olhos sobre esse texto sabe muito bem dentro da sua consciência que isso é uma das coisas mais normais em famílias no mundo todo, derrepente algo cai como uma bomba em meio a essa normalidade familiar, alguém vem a falecer. Nesta hora o nosso mundo desaba e todo o arrependimento da alma vem como um tsunami, as lembranças dessas frases e palavras mal-ditas, tanto de ruins como algo que vai nos perseguir por uma vida inteira ai que aprendemos o verdadeiro valor humano, sendo esse um dos pequenos exemplos que vivencie nesta vida. Se pararmos para analisar a situação humana, aprendemos muito mais com as coisas ruins do que com as boas, lembramos muito mais os momentos ruins para podermos ter a expectativa de algo bom mais adiante estas experiências valem verdadeiramente do que? Isso significa que nascemos para sofrer única e tão somente? Em todas as lutas que enfrentei nunca me conformei com esse pensamento unilateral, cego e às vezes algo bem saudosista para tornar a sua racionalidade mais fácil de assimilar achar que isso é até algo extremamente cristão (ainda mais no modo de vida deliberadamente não vivenciada pelos mesmos que seguem esta denominação) vemos e ouvimos a história da morte de Cristo (na minha opinião uma dos maiores heróis dentre os homens) sobre o seu amor pelo próximo, a capacidade de perdoar e de aceitar a qualquer um indiferente de sua filosofia de vida. Mas também o tornaram um dos mártires mais exemplares e que parece que não se deve seguir os mesmos conceitos (pode-se disfarçar/fingir mas não se deve implantar/praticar isso no dia a dia) , outra questão que não colocam em foco é que até o mesmo colocou a sua fé em duvida em relação ao todo poderoso pai conhecido como “Deus” enquanto ele passava pelo salão olival conhecido como Getsêmani, neste mesmo lugar também antes de sua crucifixão ele chorou lágrimas de sangue por tamanha a angustia em seu coração e quando ia ser crucificado ele perguntou a seu pai qual era o sentido de sua morte por toda a humanidade sabendo que as coisas nunca mudariam. Com isso sabe-se que até mesmo Cristo duvidou de seus atos, mas os seus seguidores não gostam de rever a sua visão, ou poucos fazem isso a fé se tornou algo igual e tão cego quanto o ódio por exemplo? E quando estamos verdadeiramente amando algo/alguém seria a nossa fé igual, acredito que ai as coisas podem ser ainda piores pois o amor cura mas fere muito mais do que qualquer outro tipo de coisa neste mundo, nos fazendo perseverar em nossos sonhos mas também podendo nos fazer abrir mão de nossas próprias vidas para uma pessoa cética não cogita a possibilidade de amar cegamente/totalmente talvez isso soe vazio e fora de contexto. Mas para quem viveu ou vive isso entende cada letra nesta descrição, o mundo toma uma forma diferente quando nos encontramos movidos por algo assim, pode ser na forma da fé, do carinho por alguém, por alguma coisa e até por si mesmo ao perder tudo isso a terra a sua volta se torna ainda mais hostil, acabamos nos encontrando em um abismo sem igual, aonde se soma todos os conhecimentos ruins, angustia, falta de fé em todos os contextos, ódio, dor, remorso e solidão são apenas alguns exemplos da capacidade de se desencontrar. Então resumindo o meu raciocínio agora o que me vem à mente é uma coisa que Tim Maia ditou em uma de suas apresentações ao vivo antes de cantar a música Me Dê Motivo as quais eram essas “É... Engraçado às vezes agente fica pensando que está amando que está sendo amado e que encontrou tudo que a vida podia oferecer em cima disso agente constrói os nossos sonhos os nossos castelos e cria um mundo de encanto aonde tudo é belo, até que a pessoa que agente ama vacila e põe tudo a perder, põe tudo a perder!”
Levando em conta o contexto dessas palavras, pensamentos, sentimentos, argumentos e receios posso dizer que eu verdadeiramente tive uma vida intensa, que batalhei e acreditei que poderia ser diferente não só por e para mim, mas por alguém que verdadeiramente amei, sei que talvez o mundo pode me reservar alguém melhor do que essa pessoa, mas estou sentindo uma estafa tão grande em relação a essa vida aquele negócio de “saco cheio” que não estou com disposição nenhuma para esperar mais nada. Assim como qualquer outra pessoa tive os meus altos e baixos, sendo que a fase mais alta de minha vida foi à infância e não digo isso pela inocência e aquela coisa de não se ter a real noção das coisas a minha volta, mas pelo fato do mundo que me cercava ser algo leal, a maior parte das pessoas daquele lugar e daquele tempo em que vivi naquela pequena cidade do interior foi algo inexplicável, a pior parte da minha vida até um bom tempo atrás eu achava que era a época em que meu pai partiu em um momento onde estávamos caminhando juntos, lado a lado muito mais do que apenas pai e filho, mas isso não é nada se comparado a esta época em que vivo a minha própria partida conceitual/filosófica aonde eu descobri a minha capacidade de facilitar as coisas para mim desistindo e retribuindo toda a deslealdade de algumas pessoas para comigo, para tentar sanar qualquer tipo de desespero sendo a culpa minha seja por acreditar em um amor que parecia intransponível e extremamente resistente, sendo ele destruído de dentro para fora fazendo meus sacrifícios simples tentativas de erro. Podendo assim definir essa minha escolha miserável como “uma capacidade inocente de crer e tentar viver o que as pessoas a sua volta de pensamento unilateral não estão dispostas a aceitar” bem aquele negócio de Davi e Golias já conhecido da humanidade aonde a possibilidade de vitória mínima se tornou real, aprendi que as vitórias são feitas talvez na incapacidade de lutar de modo sincero e respeitoso por suas crenças, objetivos e sonhos. Sendo esta uma lição que eu NÃO quero aplicar nunca mais em minha vida, sendo assim sei que permaneço o mesmo inocente/insolente garoto de outrora, lembrando e cantando em pensamento a canção Sangrando de Gonzaguinha e para finalizar um dos pemas que fiz no tempo em que vivi esta experiência, tão forte e de mesma proporção tão frustrante;

T.J.

Direita e esquerda
Profundamente com clareza
Esfera brilhante, que irradia
A luz da manhã

Livre, estou. Livre, sim! Agora sou
Aos poucos abandonando os caminhos da dor

Descrever todo este amor, lembrar todo o calor
E aqui estou, sendo refeito por suas mãos
Das pequenas partes que me sobrou
Com você desbravando todo o meu torpor

Olhou-me, me respeitou, me amou
Transformou minha lógica e exatidão
Em um caminho de paixão sem comparação
Sendo assim me fazendo aprender o que muitos
Nunca aprenderão

Você é tudo, uma pequena/grande vida
Cheia de benção e compaixão
Uma estrela viva, que na terra caminha
Com a mais bela energia
Trazendo a mim minha salvação...


"Estou consciente de que tudo fiz, tentei para levar nossos caminhos para um único significado e propósito, mas aprendi com você o que uma pessoa nunca deve fazer e nem crer pois amar significa na verdade perder"

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Shambala o "renascimento" do Metal Melódico com ritmos Tupiniquins?


Dando continuidade a linha do Metal Melódico que a muito tempo havia deixado o mercado, devido a super lotação de bandas que surgiram ao longo dos anos 90, no século 21 o estilo foi quase que extinto, pois quem fazia essa linha de música decidiu seguir outro caminho pois não havia mais para onde eles pudessem crescer e tudo que até então se imaginava que podia ser inventado já tinha sido criado por bandas como Stratovarius, Angra, Helloween e outras afins. Mas por aqui sempre houve um berço grande para o estilo, pois a nossa cozinha ritmica sempre foi muito rica, cheia de swing e com uma genialidade sem igual, pois até mesmo os músicos de bandas internacionais gostam de toda está mistura que tiramos de todas as culturas que vivem por aqui, ainda mais quando se trata de uma coisa mais indigena. E então dando continuidade a está gama musical do nosso país eis que o Aquaria (antigo Uirapuru) surgiu, com o album Luxaeterna que apresentou uma nova safra ainda adepta de bandas como Angra, em sua primeira formação os músicos eram Fernando Giovannetti : Baixo, Bruno Agra : Bateria, Leo Gomes (falecido de ataque cardiaco 01/12/2010) : Guitarra, Vitor Veiga : Vocais e Alberto Kury : Teclados. Neste primeiro album a banda renascia de modo espetacular o antigo Metal Melódico cheio de ritmos brasileiros, com músicas longas e apoéticas, linhas diretas em alguns momentos, em outros mais melodias e outras cheia de uma orquestração pomposa não tem como querer dizer que um ou outro músico é maior dentro deste trabalho, mas um diferencial fica por conta da guitarra, pois na maior parte das bandas do estilo sempre são dois guitarrista, mas o guitarrista Leo Gomes que sozinho segurou as linhas de guitarra de modo espetacular. Sem contar que a banda sempre deu um foco muito grande para a parte física do album pois o mesmo vem com dois encartes, logo após veio um hiato de dois anos com a banda sofrendo algumas alterações e especulações sobre sua formação. Até que é anunciado a saída de Leo Gomes e a entrada de Gustavo di Padua e Roberto Scripillitti, e então surge é começado os processos de gravação do novo album de nome Shambala.
Neste album a banda apresenta uma sonoridade mais coesa, começando com a introdução a faixa “Hope”, algo que soa até meio natalino de começo bem interessante as linhas de teclados intercalados com umas passagens mais orquestrais. Logo após “Heart of the Gods”, está começa de modo bem pesado e rápido principalmente os bumbos duplos de Bruno Agra, acompanhado das linhas poderosas de baixo de Fernando Giovannetti, caindo em uma coisa mais profunda, com linhas de teclado e acompamento de baixo ao adentrar das vozes um belo coro Vitor dá o ar de sua graça com uma voz aguda e alta, mas que é muito agradavel e não soa cansativa ou exagerada como em algumas bandas do estilo, o solo de guitarra é muito interessante pois é meio que um duelo entre as duas guitarras e não é longo de fácil compreeensão e audição. “Expedition” em sua introdução lembra um pouco aquela banda indigena Carrapicho, quando se termina a introdução então todo o instrumental de forma bem bombastica e pesada, as guitarras com linhas diretas e um groove muito bacana no começo, logo depois caindo em um riff bem intercalado com as linhas de bateria e baixo, os teclados de Alberto Kury dão um toque bem interessante a voz em algumas partes é acompanhada de um coral que lembra aquelas canções de capoeira!? Sim, por mais inacreditavel que pareça, tudo com uma perfeição sem igual logo após a música cai em uma linha bem progressiva aonde o destaque vai para a bateria aonde Bruno faz um ótimo uso das caixas e dos pratos. Então é a chegada a hora da maior canção do cd, “Into The Forest” que começa com uma cozinha ritmica cheia de swing algo bem como se fosse uma celebração indigena, após a sua introdução uma linha de piano magistral com as linhas de voz de Vitor com um sentimento enorme, como se fosse o falar da natureza está música segue aquela linha bem baião cheia de backing vocals, mas que ao chegar nos seus 3 minutos de duração cresce de modo fantástico com linhas diretas, riffs agudos e os vocais de Vitor em tons altissimos, em alguns momentos se para toda a velocidade e cai em coisas mais cheias de harmonias de piano e voz, tornando a crescer novamente. “Lost” da continuidade de modo mais singelo, começando com uma linha de piano acompanhado de voz, algo de arrepiar que abre espaço para um instrumental genuinamente Power Metal, com linhas progressivas de bateria e baixo o solo de guitarra tem um groove fantástico e um peso muito grande. Uma faixa que de primeira espanta qualquer conhecer do estilo é a que vem a seguir “Iara”, pois ela lembra demais as bandas nórdicas de Symphonic Metal, o seu instrumental e até mesmo o modo com o qual Vitor canta lembra muito mesmo Nightwish, sendo essa canção meio que uma Power balada, não é muito rápida, assim como tambem não é lenta é uma canção bem agradavel. Agora “Shambala” música que nomeia o album, começa de modo espetacular, pesada, lenta, com dizeres sobre a natureza caindo em uma introdução de piano e voz, que cresce ainda mais quando os outros instrumentos entrão em cena e os vocais estão lá em cima agudíssimos, mas de modo muito coerente as guitarras cheias de harmônicos e bands acompanhando de modo singular, a cozinha bateria/baixo fazendo aquele contraste impressionante assim com os teclados bem altos dando apoio a voz. “Child Of The Universe” já é uma música mais Power Metal na linha do Rhapsody of Fire, uma faixa pesada, agressiva e bem direta com algumas pausas para belas orquestrações de Kury que demonstra o quanto domina o seu instrumento com facilidade, criatividade e competência. “Firewings” é uma Power Balada, que começa forte e com uma introdução muito bonita, as linhas de baixo nessa música é espetacular com belos fraseados e escalas, acompanhado de uma comovente linha vocal e orquestração de primeira. “Skies Of Amazonia” começa com uma melodia profunda de teclado, suave e bem lenta podendo se compreender cada nota que soa, após alguns toques de bateria de pratos, e então de de uma vez entra todos os instrumentos com o vocal de modo rápido e bem forte, com linhas bem quebradas caindo em um swing cheio de influências de maracatu, o destaque da música fica por conta dos dois minutos e doze segundos, quando entra em uma parte forte com belos e poderosos backing vocals, até voltar em uma parte mais direta cheia de groove uma canção recheada de ritmos indigenas, principalmente quando se trata das baterias, com solos em escalas maiores e bem rápidos. Para fechar o album eis que “Liberty” entra com linhas de teclado da primeira canção que introduz o album, acompanhado dos vocais até cair em um momento profundo cheio de orquestrações, que abre espaço para uma linha bem progressiva e quebrada do instrumental, o baixo acompanhado dos bumbos que junto com os vocais mostram o que pode vir por adiante, logo após uma curta orquestração a música cresce de modo sem igual entrando com guitarras poderosas, linhas de teclado recheado de feeling e notas bem limpas, fechando o cd de modo incrivel uma das músicas mais variadas do album com direito a solos de baixo/bateria, os solos de guitarra e os vocais sensacionais. Para um segundo registro a banda saiu muito bem, em alguns momentos o cd chega a lembrar o Holy Land do Angra, mas não deixa de ser algo inovador e comprovando que dentro do Metal Melódico ainda é possivel se fazer música com qualidade, técnica, ritmos brasileiros e de modo poderoso e bem pesado. Nota 9 e recomendado para a nova geração que está começando a curtir a safra nova do Heavy Metal nacional!

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Resenhando Mind Over Body


Como é de boa parte do conceito nacional, estamos acostumados a enxergar muito bem o que vem de fora, sempre menosprezando o que temos aqui dentro do nosso próprio país. Parece uma utopia que nunca terá fim, isto se aplica a quase tudo mas em boa parte a arte, seja ela visual ou musical, com isso deixamos trabalhos verdadeiramente interessantes e cheios de energia e criatividade dedicada do nosso povo passar despercebido. No Heavy Metal não é muito difícil ver uma pessoa se declarando fã de inúmeras bandas internacionais, e tecendo criticas e comparações com o nosso mercado, com isso que perde? O público ou as bandas nacionais? A reposta é uma só: os dois. Com isso deixamos de ter um cenário musical sólido com bandas estáveis, assim como ficamos na mão de bandas internacionais que pintam e bordam quando se trata do seu material, CDs, camisetas, todo o resto do seu merchandise e também em relação aos shows com preços exorbitantes. A outra coisa que nos faz refletir, se a coisa continuar do jeito que está como será o nosso cenário da música pesada depois que as grandes bandas acabarem? Eis então que podemos perceber o surgimento de uma nova safra de bandas e entre elas está o MindFlow! Banda paulista, que durante anos batalhou até lançar o seu primeiro disco em 2004 o Just the Two of Us... Me and Them. Desse ponto em diante surgiria uma das bandas mais criativa, complexa e inovadora do cenário nacional. Seu primeiro álbum lançado de modo independente trazia a formação de Danilo Herbert (vocal), Rodrigo Hidalgo (guitarra e vocal), Ricardo Winandy (baixo), Miguel Spada (teclados) e Rafael Pensado (bateria, percussão e vocal). Um grupo de grandes músicos que no primeiro álbum lançado de forma independente, mostraram para que vieram de modo único, logicamente que no primeiro álbum se percebia as influências de inúmeras bandas principalmente o Dream Theater por causa do lado progressivo. Mas ao mesmo tempo já demonstravam estar em busca de uma sonoridade única, não querendo ser conhecidos como o Dream Theater brasileiro, todos os músicos conseguiram mostrar um pouco do seu lado próprio e em partes já se nota isso.

Após este breve resumo, vamos falar exatamente do segundo álbum da banda o Mind Over Body. Com um nome bem subjetivo “mente sobre o corpo” o MindFlow não apenas encontrou o seu lado próprio musical como rompeu a barreira do simples cd físico, este que vem em um slipcase, dentro de um digipack, contendo dois encartes, sendo um o encarte com as letras e o outro uma história em quadrinhos (em inglês) da música Follow Your Instinct. Isso não torna apenas o álbum mais rico em si, dando também um ar muito mais complexo para o trabalho, fora tudo isso que foi citado ainda tem o ideograma que esta na capa é o ch’i em chinês e o ki em japonês. Ch'i (pronunciar "chee" e doravante escrito "chi") é uma palavra chinesa usada para descrever "a energia natural do Universo." Esta energia, apesar de chamada "natural," é na verdade espiritual oi sobrenatural, e é parte de um sistema metafísico, não empírico. Não obstante, os crentes no Chi fazem afirmações que podem ser empiricamente testadas. Proponentes afirmam provar a existência e poder do Chi curando pessoas e fazendo truques mágicos, como partir um pau com a ponta de uma folha de papel, ou como partir um tijolo com o pé ou a mão nua. Boa parte dos enigmas por trás do álbum desvendados, partindo agora para as canções em si, como dito anteriormente o MindFlow segue uma linha musical direcionada para o Metal Progressivo, se no primeiro álbum havia andamentos, rápidos, lentos, pesados, leves e uma enorme gama instrumental, em Mind Over Body isso é aumentado ainda mais. Por isso que talvez esse seja um dos álbuns menos indicados para se conhecer a banda, pois por mais que ele circule em cima de um único tema espiritual/físico as músicas seguem linhas diferentes, com muita variação musical tantos no instrumental, quanto no vocal. A música de abertura Crossing Enemy's Line já demonstra a cara de como vai ser o álbum, começando com um instrumental enigmático e inúmeros efeitos de teclado, depois caindo em algo mais orgânico mas extremamente variado, com muito groove e quebras de tempos insanos, abrindo caminho para um vocal mais sujo e rasgado de Danilo Herbert, que logo depois cai em no seu timbre mais bem usado entre o agudo e grave, consiste em seus doze minutos de música, quando todo o instrumental para efeitos de teclados tomam toda a música até a volta climática, sendo que nesta canção também pode-se ouvir claramente a influência do Metal Progressivo dos anos oitenta. Logo após o fim bombástico da primeira canção, entra a Upload-Spirit com uma guitarra bem grave e linhas rítmicas de bateria acompanhando, dando alas a um instrumental bem contagiante em todos os sentidos junto de um coral que parece de monges, nela já se pode sentir o lado progressivo mais direto e com o vocal mais limpo, numa linha diferente da primeira canção mas dando continuação, em algumas partes as guitarras de Rodrigo Hidalgo lembram demais as afinações insanas de Tom Morrelo (ex-guitarrista do Audioslave) sendo que essa música tem uma carga bem mais dramática. Thousand Miles From You é a primeira balada do álbum, que corta um pouco dos climas intricados, enigmáticos e sombrios das canções anteriores, a grande diferença é que se saca uma grande diferença nessa balada, tem um lado mais para o Pop com um toque de Blues, os grandes destaques ficam para os vocais, o piano de Miguel Spada e o latente e harmonioso baixo de Ricardo Winandy. Logo após outra balada Just Water, You Navigate está canção é um pouco diferente, pois percebe-se de cara que ela é uma típica balada de Metal Progressivo, o baixo Ricardo e a bateria de Rafael Pensado carregam a música, tanto no ritmo quanto ao que diz a linha instrumental que esta mais variada, com algumas viradas aqui e ali de bateria e escalas de baixo, sendo que logo após os quatro minutos a canção ganha um ar mais pesado e desesperado por assim dizer. Chair Designer trás de volta o ar pesado e psicodélico do álbum, entrando com um ritmo constante do instrumental, logo após caindo em uma linha mais variada, até a entrada dos vocais e ficar tudo muito intricado, nela os riffs de guitarra são bem audaciosos e pesados, onde os teclados estão bem altos e mostrando desde um lado mais técnico até o lado mais tenso da música com certeza uma das melhores linhas de Miguel enquanto esteve na banda, pois nos dez minutos de música ele demonstra uma variação de timbres e rítmica muito interessante. A Gift To You da continuação ao lado mais depressivo e apreensivo, com uma linha bem fria e triste de piano a voz de Danilo parece simplesmente deslizar pelas notas, ainda em uma parte dando espaço para um pequeno solo de violino que casou perfeitamente com a idéia e harmonia central da música, que termina um singelo coral. Hellbitate surge de modo nada modesto, com alguns efeitos acompanhados de uma guitarra pesadíssima, os vocais cheios ruídos, indo para um lado mais progressivo e agressivo, nela a bateria se sobre sai de modo formidável não só pelas quebras de tempo, mas por viradas muito bem criadas que caem como uma luva em todos os doze minutos da canção, não seguindo uma única linha, sendo está uma das músicas mais complexas do álbum pois ainda cai em um clima, mais lento aonde as linhas de piano imperam de modo magistral, dando mais uma vez espaço para lindíssimo solo de violino, que logo após dá espaço para que a canção cresça e fica pesadíssima novamente, terminando está apenas com as vozes cantando e alguns efeitos. Follow Your Instinct é a canção mais longa com quase dezesseis minutos de duração, complexa e de difícil absorção, pois além de conter um conceito aonde é contada uma história, têm o seu lado musical que é extremamente variado, quebrado, pesado, acústico e cheio de groove principalmente as linhas de guitarra e voz. Para fechar o cd com chave de ouro a sombria Hide and Seek, canção que começa com linhas de piano e violino que chega a lembrar antigos filmes de terror, logo após se tornando ainda mais obscura com a entrada dos outros instrumentos, os vocais de Danilo começam bem sussurrados conciliando com a estrutura da música, um clima arrepiante floresce nesta música conforme vai rolando a audição sendo essa música meio que um Dream Theater com um toque de King Diamond. Como é de costume no estilo, algumas bandas pedem para que seus trabalhos mais complexos ou variados sejam ouvidos três vezes no mínimo para que se emita uma opinião, no caso de Mind Over Body ouça no mínimo cinco vezes, pois este não é apenas um cd complexo musicalmente, mas também fisicamente e tudo se encaixa numa gama musical extremamente focada e que a cada audição percebe-se elementos novos em cada canção parecendo ser um mar infinito de criatividade. Este álbum é nota 10 por ser um segundo trabalho de uma banda nova, que fugiu do comum tanto no cd físico quanto no lado musical!

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Resenhando Aqua


Aqui está um álbum que há muito tempo foi esperado, por muitos fãs no mundo, mais ainda pelos fãs tupiniquins. Depois de uma longa pausa de três anos a banda Angra veio a anunciar um novo álbum de inéditas, depois de passar por um processo demorado e lento em relação a dois aspectos diferentes. O primeiro foi à abertura de processo contra o seu antigo empresário Antonio Pirani, pois o mesmo se endividou de tal forma, que chegou a vender parte dos direitos autorais sobre o nome da banda, para o pagamento de suas dívidas, ai entrou o processo de desligamento de contrato e o pedido judicial pelos direitos autorais do nome da banda, por Rafael Bittencourt guitarrista e líder da banda. Vencido esse processo, veio o segundo aspecto que era quem ficaria ou não na banda, em suas reuniões foi decidido em uníssemos que apenas o baterista Aquiles Priester deixaria a banda, por suas declarações sobre os climas pesados dentro da banda antes do encerramento temporário das atividades. Sendo assim é chamado para o posto de baterista Ricardo Confessori, que até então estava no recém reativado Shaman, e por ter tocado em algumas faixas do cd solo de Rafael Bittencourt (Bittencourt Project). Então com uma nova empresária fazendo os negócios pela banda e com o antigo ex-baterista que havia ficado durante 10 anos na banda de volta, eis que começaram os preparativos de um novo álbum.
Então é anunciado um novo álbum de estúdio, com isso a banda começa a colocar online no Youtube os “vídeos reports” que seriam vídeos de estúdio com alguns trechos das gravações, assim como outros de coisas mais pessoais da banda como a chegada no sítio de Ricardo Confessori aonde foi gravado parte do cd Holy Land. Por falar neste álbum dá para perceber que muito do contexto deste álbum tem ligação com o Holy Land, pois as músicas estão com aquele jeitão mais étnico de ritmos brasileiros, depois de muitos vídeos postados no Youtube e o vazamento de um trecho de gravação de uma música até então denominada “Speed Étnica” por Edu Falaschi no Twittcam, é anunciado que o título do novo álbum seria “Aqua” do latim significa água. Algum tempo depois disso o nome das músicas é anunciado junto com o contexto lírico do álbum que seria baseado no livro Tempestade de Willian Shakespeare, com todos esses detalhes foi criado uma generalização de que viria um álbum espantosamente poderoso e variado, então a banda decidi postar no seu myspace uma das faixas do álbum, que foi a segunda do cd que pegou a todos de surpresa, está musica era “Arising Thunder” está música constitui algo mais orgânico, bem rápida cheia de riffs poderosos e com um contexto bem diferente do que todos esperavam, e com duas coisas novas, sendo a primeira os teclados que nessa música quase não se pode ouvir e que entra apenas nos três minutos e quarenta e cinco segundos, mas de modo bem singelo e bem abaixo dos outros instrumentos. O segundo ponto bem interessante é que a voz do Edu Falaschi está na sua melhor forma, como diz o velho ditado “Antes tarde do que nunca” ele encontrou o timbre de voz aonde ele pode cantar perfeitamente bem sem se esgoelar, como nos álbuns e apresentações anteriores, pois agora está usando um timbre mais grave e sem tantos agudos como nos CDs “Temple of Shadows e o Aurora Consurgens”. Logo após surge uma versão acústica de uma das baladas do cd, gravado em um estúdio de rádio a canção foi a “Lease of Life” cheia de feeling com um instrumental bem simples. E então o álbum é lançado no Japão e com isso mata a curiosidade de todos os fãs da banda pelo mundo inclusive no Brasil, a música que abre o cd inicia-se com a faixa de abertura Viderunt Te Aque que tem sons de um o que mais parece ser o capitão de uma embarcação, com seus comandados em alto mar no meio de uma tempestade. A segunda faixa é a veloz Arising Thunder, faixa cheia de guitarras gêmeas, inúmeros solos uma bateria bem rápida e técnica completando a cozinha com um baixo vibrante, os vocais é o que mais chama a atenção, pois logo nessa música se pode ter uma grande compreensão da melhora dos vocais de Edu Falaschi. Awake From Darkness terceira faixa do cd, começa de modo muito interessante e rítmico, nesta canção o ouvinte pode ser remetido aos tempos do Holy Land com certeza, nela os teclados aparecem mais para dar um tom ainda mais climático à música, logo após vem à balada Lease Of Life que foi citada anteriormente. Eis que surge então uma das músicas mais vibrantes do álbum The Rage of The Waters nela pode-se perceber uma bela mistura daquele forró mais antigo nordestino com uma levada de Metal, uma combinação interessante, sendo que a música alcança o seu ápice no refrão logo após sendo acompanhada de um clima mais épico de teclados, os grandes destaques dessa canção são Ricardo Confessori (bateria) e Felipe Andreoli (baixo) que transformam a música em um belo Baião em alguns momentos, com uma ótima gama de swing. A sexta música Spirit Of Air com certeza é uma das melhores baladas compostas pela banda, está sendo uma composição de Edu Falaschi e Kiko Loureiro nela se nota o quão belo é o alcance vocal de Edu quando mantido em tons mais graves, principalmente na introdução da música quando aonde se pode ouvir a voz dele com muita clareza, acompanhado de uma linha de violão dedilhado. Agora em Hollow nota-se o pouco que ainda sobrou de influência do cd anterior o “Aurora Consurgens”, pois ela tem uma introdução de sintetizadores e também tem uma linha mais direta e agressiva, mas no meio da canção se tem passagens bem interessantes de violão que logo após dão espaço a um solo de guitarra com um clima muito tenso. Então vem a Power balada dramática, A Moster in Her Eyes, com certeza ela poderia ser usada como uma trilha sonora em algum filme medieval, sendo que as linhas de violão no começo nos remete diretamente ao primeiro grande hit lançado pelo Angra nova era a música Rebirth. Uma das músicas mais trabalhadas do álbum Weakness of A Man é bem interessante sobre saindo, sendo que alguns momentos ela até tem um certo tom de música pop, pois é uma música que atrai o ouvinte a cada instante surge uma coisa nova na canção, sem contar que o ritmo e o timbre de Edu nesta canção é algo inacreditável. Fechando o álbum surge então a balada fúnebre Ashes, está canção remete o ouvinte diretamente à música Visions Prelude, mas com uma grande diferença quando o ritmo cresce depois do primeiro um minuto e dez segundos da canção, aonde não apenas os teclados são o carro chefe, mas as guitarras, baixo e bateria dão um alcance ainda maior com as linhas vocais seguindo uma linha com muito feeling e com ótimos backing-vocals de fundo, o aspecto muito interessante é quando a música para, então os teclados voltam logo após acompanhado de um voz feminina fazendo o que seria uma citação, então a música novamente volta ao tom mais dramático com um ótimo solo de guitarra. A versão japonesa do álbum vem com uma versão remix de Lease of Life aonde se tem apenas a voz e os teclados, sem a cozinha e as guitarras. O que mais chama a atenção neste álbum sem duvida nenhuma é os vocais de Edu Falaschi que agora parece ter a experiência e a compreensão de que a sua voz em tons mais graves tem um efeito melhor nas canções, a bateria de Ricardo Confessori surpreende muito principalmente na música Arising Thunder aonde ele demonstra que também tem a capacidade de tocar músicas velozes e cheias de pedais duplos. O saldo final do álbum é bom, com apenas dois aspectos negativos o primeiro é a mixagem/produção que foi feito pela própria banda no Norcal Studios em São Paulo com a supervisão de Adriano Daga e auxilio de Brendan Duffey, que deixou o álbum mais oco e com um som mais sujo. E o segundo ponto negativo seria a falta de mais uma ou duas músicas com mais velocidade e punch, um álbum que pode-se dizer que é mais um renascimento da banda. Nota 8.

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Resenhando The Inner Circle


Evergrey - The Inner Circle



Bom antes de começar essa resenha, tenho que fazer uma breve explicação. Como todo bom fã, músico ou quem curte Heavy Metal, sabe da aversão que o estilo tem da religião e vice-versa. Quantas vezes as igrejas Cristãs não atacaram e ainda atacam esse estilo de música, que surgiu para isso mesmo causar impacto. Ai com o tempo surgiu o White Metal, criado pela banda Stryper que conseguiu realizar uma pequena aproximação entre o estilo musical e a religião cristã, mas até hoje desde seu início nos anos 80 todos sabem que é uma falsa idéia de que o Metal e a igreja cristã se dão bem. Pois até os dias presentes essa guerra não acabou e pelo jeito não vai acabar, primeiro porque o estilo musical sempre foi contra muitos dos ideais cristãos e outra porque a própria igreja nunca gostou do estilo e o abominou como muitas outras coisas na sua história. Agora partindo para a banda, bom Tom S. Englund sempre foi o líder, guitarrista e vocalista criando a maior parte das concepções das letras, com muito “feeling” tanto nas melodias, corais e nas letras Tom também tem um timbre vocal único, Sendo o cd The Inner Circle o ápice da sua concepção sobre a religião, quem conhece o cd Solitude*Dominance*Tragedy tendo escutado a música “A Scattered Me” e já leu a sua tradução sabe o quanto Tom escreve o que pensa nos álbuns da banda, mas se nessa canção ele chama a Deus de Judas em The Inner Circle ele critica as religiões cristãs com grande esmero. Os músicos que deram suporte a ele foram Henrik Danhage guitarra e backing vocals, Michael Håkansson baixo, Rickard Zander teclados e backing vocals e o estreante Jonas Ekdahl na bateria, muitos dizem e acreditam que essa foi a melhor formação da banda até hoje. Sobre o álbum em si, tirando os músicos da banda ainda se tem os belos backing vocals de Karina Englund esposa de Tom algumas músicas também tem a participação de um quarteto de cordas da orquestra de Gotemburgo o que dá uma dimensão ainda melhor e mais real ao álbum. A primeira música a abrir o álbum é “A Touch of Blessing” a música é lenta e começa baixa e sua altura vai subindo aos poucos, com apenas a voz de Tom e a guitarra de Henrik dando entrada à música, quando entra os teclados e os outros instrumentos à música adquire uma força e vitalidade sem igual, bem intricada e cheia de um clima soturno. “Ambassador” segunda música começa com uma citação do que parece ser um padre e já entra arrebentando tudo com riffs pesados, e um ritmo pulsante, quando entra a voz então a gama densa se torna ainda maior, pois nela prevalecem mais os backing vocals, destaque para o ritmo quebrado, os solos de guitarra e as linhas de teclado. A terceira música é a “In the Wake of the Weary”, continuando o ritmo da segunda canção começando rápida, mas com bem mais melodia que a anterior, destaque para a voz de Karina que aqui dá uma pequena demonstração da sua bela voz soltando alguns agudos também. Seguindo em frente eis que vem “Harmless Wishes” essa já entra de modo mais lento e com uma performance vocal de Tom cheio de tristeza e dor como se tivesse perdido tudo para alguém, a letra é algo excepcional destacando também as linhas de teclado que da todo o clima da música. A primeira balada do álbum chega “Waking Up Blind” todo o instrumental é bom, as linhas vocais ainda melhores ainda, podendo se ouvir e prestar atenção em cada instrumento perfeitamente. “More Than Ever” volta a dar aquele clima tenso e pesado do álbum com inicio bombástico e ritmo extremamente quebrado, que só segue uma linha tênue no seu refrão acompanhado de um riff singelo e muito interessante de guitarra os dois solos, tanto o de Tom quanto o de Henrik são os melhores do cd. “The Essence of Conviction”, música pesada, com ritmos quebrados, com ótimas linhas de teclado e um vocal avassalador, os backing vocals de Karina e dos outros músicos dão uma dimensão ainda maior para a canção. Agora eis que chega uma das músicas de mais difícil digestão do álbum “Where All Good Sleep” uma música mais lenta, mas com uma pegada tão pesada quanto à anterior, só que em alguns momentos ela parece manter o mesmo clima e ritmo por não ter para onde evoluir a música só se torna interessante quando entra nos seus três minutos ainda sim, quando surge uma gama enigmática sobre a canção. “Faith Restored” é a segunda e ultima balada do cd, sendo ela não apenas calma, mas simples também, apenas voz, violão, teclado, backing vocals e uma pequena citação do que parece um Pastor. Para fechar o álbum a música mais tensa do cd “When the Walls Go Down”, começa com uma linha de teclado que chega a nos remeter a filmes de terror clássico, pelas notas frias e pesadas, sendo que pouco tempo depois entra a voz de um homem que parece estar fazendo uma declaração aonde ele começa pedindo ajuda a Deus, depois passa para algo como se fosse uma conversa aonde expõe o que está passando, logo após isso começa a reclamar de sua vida e então sua voz ganha um tom choroso e melancólico, alguns instantes de silencio e então o instrumental ganha um ritmo ainda mais pesado e tenso. Com isso o que antes era tristeza se torna ódio e reclamações demonstrando todo o ódio e desprezo que se pode sentir por esse Deus das igrejas de hoje. O cd é um dos melhores já feitos falando sobre o tema religião e fé, abordando de modo sincero e realista os dias de hoje, lembrando que o Evergrey não é uma banda satânica ou anticristo, e tem também uma versão do álbum que vem com três faixas bônus acústicas sendo elas “I’m Sorry”, “Recreation Day” e “Madness Caught Another Victim” todas são faixas do cd anterior Recreation Day e foram gravado em uma pequena apresentação da banda na FNAC na França. Álbum nota 9 vale apena conferir...

sábado, 20 de março de 2010

My Ashes...

Onde estão as Respostas

Às vezes me pergunto
Aonde eu me perdi?
Às vezes eu me pergunto
O que me tornei?
Às vezes eu meu pergunto
Como tudo isso aconteceu?

E todas às vezes uma mesma resposta
O vazio que isola todo o ambiente

As lágrimas que vem a rolar
Molhando o meu rosto e rasgando o meu coração
Para onde foi à vontade de lutar?
Quando eu perdi a minha vontade de acreditar?

Não a ninguém para me responder
E a todo o momento as perguntas continuam a voltar
Fazendo-me pensar, que algo no mundo está errado
Mas o que seria?

E sempre tem uma única coisa que eu posso culpar
E a sempre a mesma pessoa que eu posso odiar
Pelo modo que tudo esta
Eu...