terça-feira, 8 de dezembro de 2009

O que induz alguém a terminar com a sua própria vida?


Bom esses dias após o suicídio da atriz Leila Lopes, a pergunta vem à tona para a nossa sociedade novamente. “Quanto vale a vida humana?” quem poderia responder essa pergunta, de modo convincente a conseguir convencer uma pessoa a mudar essa visão? Com certeza isso atrai mais duvidas como “Suicidas são pessoas fracas que não agüentam viver nesse mundo e então desistem dele?”, mas ai podemos lembrar as várias pessoas bem sucedidas que o fizeram, como Kurt Cobain, a própria Leila que citei no texto e ai por diante. Então não é a questão financeira tudo bem, seria então a falta de se encontrar espiritualmente? Encontrar uma religião ou uma crença que fizesse com que a pessoa mantivesse a esperança e fé na vida humana e no futuro dela e do mundo que a cerca? Em muitas cartas de suicidas se nota que existem atribulações que os cercam de modo totalmente a desorientá-los e também se percebe que poucas vezes eles citam a Deus, ou Diabo, Céu ou Inferno. Muitas vezes nota-se que eles não tem um certo caminho religioso trilhado ou que estivesse a trilhar antes de tomar a decisão, o que muito se encontra é o sentimento de culpa nas cartas com inúmeros pedidos de desculpas ou despedidas as pessoas mais próximas. E outra pergunta é “Como as pessoas mais próximas não notam o desgaste psicológico do suicida?” muitas vezes dizem que isso de certo modo é induzido pelo sentimento de depressão, às vezes muito profunda e outras vezes não, como diagnosticar a pessoa? Como ajudar para que ela se livre desse sentimento? Muitas vezes o que ajuda esse tipo de coisa a acontecer é o sentimento de dúvida que nutrimos em relação a essas atitudes, muitas vezes acreditamos que pessoas que falam esse tipo de coisa em uma conversa descontraída ou mesmo quando está expondo as suas dores e problemas pessoas está apenas exagerando. E então o que mata o suicida, a falta de coragem de continuar a vida? A falta de apoio das pessoas a sua volta? Os seus próprios problemas e sua incapacidade de resolvê-los? A partir dessas perguntas devemos olhar mais a nossa volta e um pouco menos ao nosso próprio umbigo, sabendo que às vezes uma pessoa muito próxima precisa de nós e que estamos prontos para ampará-la ou ao menos tentar convencê-la a fazer outra escolha e buscar tratamento.

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